Mostra individual de Vera Chaves Barcellos

06/nov

A Superfície, Jardins, São Paulo, SP, apresenta “Película”, exibição individual da artista Vera Chaves Barcellos. Através de uma seleção de doze trabalhos, a mostra traça um panorama de sua carreira artística, reunindo obras conhecidas e outras menos vistas pelo público. Com texto de Veronica Stigger, o título faz referência à série “De Película”, que discute metonimicamente fotografia e cinema, em conversa franca com a arte conceitual.

Película também diz respeito à pele: película é uma camada de pele muito fina, mas também é uma pele pequena, apontando para o corpo, tão central na obra de Vera Chaves Barcellos. Película é ainda a camada por meio da qual a artista faz com o que o corpo (a pele) não seja percebida em sua totalidade. Há sempre um véu que encobre a imagem, como em L’Intervallo Perduto (Homenagem a Gillo Dorfles) (1977-1995); ou esta é desfocada, como em A filha de Godiva (1994); ou se confunde com seu reflexo no vidro, como em Manequins de Dusseldorf (1978). Quando não há esse véu, há outro expediente que faz com que o corpo não seja visto por completo: o retrato tirado das costas (e não do rosto), como em Retratos (1992-93); ou, outro exemplo, o corpo visto em fragmentos, como na série Epidermic Scapes (1977).

A exposição ocupa os dois andares da galeria e traz, principalmente, a produção fotográfica da artista, seja na forma de engajamento político ou com o desenvolvimento de uma ideia experimental. Flertando constantemente com a arte conceitual, “Película” é um recorte curatorial da produção da artista, em que obras centrais de sua carreira se reunem às que não foram devidamente apreciadas pelo público. A mostra tem abertura prevista para o dia 11 de novembro e permanecerá em cartaz até o dia 03 de fevereiro de 2024.

A mistura poética de Clara Veiga

A Galeria Artur Fidalgo, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ, apresenta “De-va-nei-os”, série de obras monocromáticas de Clara Veiga.

Sobre a artista

Clara Veiga nasceu no Rio de Janeiro, Brasil, 1987, cria composições que resultam em desenhos monocromáticos, quase sempre usando canetas esferográficas. Atualmente, busca um aprofundamento na pintura. Sua investigação nesta técnica caminha em direção ao inconsciente e ao vasto território que é o universo dos sonhos. “Poças, águas, imagens refletidas, piscinas e muitos reflexos. Possibilidades que a água permite ver algumas vezes em seu reflexo e dimensões profundas que nos arriscamos a cada mergulho. Uma mistura poética de Psicologia e Arte. Fusões lacanianas”.

Exposições Individuais

Graduada em Desenho Industrial, pela Universidade PUC-Rio, 2011; Técnicas de pintura em tela, pela Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage, 2012; Das formas de navegação: a experiência pintura e além, com a artista e mestre Suzana Queiroga, 2017.

Participou de exposições coletivas como Congresso II SILID/ I SIMAR (exposição organizada pelos departamentos de Artes & Design e de Letras) / RJ, 2011; Centro de Movimento Deborah Colker / RJ, 2013; Palazzina Azzura / Itália, 2014; Escola em Transe, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, 2017; Impressão das coisas, Casavoa, 2018; Sala Anexa, Artur Fidalgo galeria, 2019; O que emana da água, Carbono galeria, Fixo só o prego, Espaço Cultural Sérgio Porto, 2020 Ainda fazemos as coisas em grupos, Hélio Oiticica, Casa de Colecionador – Artur Fidalgo galeria, SP Arte Viewing Room, Artur Fidalgo galeria.

Viagens pela Amazônia

01/nov

A Amazônia na visão de Hiromi Nagakura e Ailton Krenak é o cartaz em exposição no Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, SP. A exposição “Hiromi Nagakura até a Amazônia com Ailton Krenak”, mostra os registros gerados durante as viagens que o fotojornalista japonês fez com o filósofo indígena nos anos 1990 em algumas das principais terras indígenas do Brasil.

Eliza Otsuka, produtora e intérprete que acompanhou os dois, conta que Nagakura conheceu povos como os Krikati, no Maranhão, Xavante, no Mato Grosso, e Ashaninka, no Acre, cujos “momentos de intimidade e contentamento” aparecem agora nas 110 imagens da exposição que há na mostra de Nagakura e Krenak e qual a história da amizade dos dois e dos povos que os receberam na Amazônia.

A exposição

A mostra do Instituto Tomie Ohtake divide em três salas os registros feitos por Nagakura quando viajou com Krenak entre 1993 e 1998. Duas vezes por ano, o fotojornalista acompanhou o filósofo indígena em visitas a territórios no Acre, Amazonas, Mato Grosso, Roraima e Maranhão, onde conviveu com povos como Ashaninka, Xavante, Krikati, Yawanawá e Yanomami. Imagens do cotidiano, de rituais e da intimidade dos povos indígenas estão entre os destaques da exposição. Krenak, curador da mostra, descreve no texto que a apresenta que andou com o fotojornalista por dezenas de aldeias onde “a vida continua vibrante como nos primórdios da criação” e os seres humanos “brincam na chuva como crianças felizes com a vida”.

A história dessa aproximação foi contada em 1998 no livro de Nagakura “Assim como os rios, assim como os pássaros: uma viagem com o filósofo da floresta, Ailton Krenak”, que o indígena considera uma biografia. Outras obras e documentários para a emissora japonesa NHK foram produzidos, com audiência relevante no país asiático. Essa é a primeira vez que uma mostra sobre o projeto é feita no Brasil.

Fonte: ponto.futuro

Artista francesa no Brasil

Exposição retrospectiva da carreira da artista francesa ORLAN ocorre no SESC, Paulista, São Paulo, SP. O projeto traça um panorama dos quase sessenta anos de atuação da artista e apresenta um conjunto de obras ilustrativas de sua trajetória, privilegiando obras fotográficas, vídeos e esculturas. Mireille Suzanne Francette Porte, conhecida como Orlan (Saint-Étienne, 30 de maio de 1947), é uma artista francesa. Ela usa o corpo como suporte para suas artes.

Com curadoria de Alain Quemin e Ana Paula C. Simioni a exposição pretende dar a conhecer ao público de São Paulo o considerável e tão variado trabalho artístico de ORLAN, revisitando suas principais criações e mostrando como essas derivam, em grande parte, de obras seminais que ela fez ainda muito jovem, até as mais atuais. Trata-se ainda de mostrar como a criação, tanto de si mesma quanto de suas obras, e o processo de empoderamento, estão intimamente ligados.

ORLAN tem estado continuamente presente no cenário internacional da arte contemporânea, produzindo um conjunto de obras considerável. Quer seja por sua contribuição para a arte feminista, arte corporal, arte relacionada às tecnologias vivas ou para arte relacionada às novas tecnologias, deve-se notar que ORLAN é, sem dúvida, uma das artistas francesas mais reconhecidas internacionalmente. Há três anos, ORLAN é representada por uma nova galeria internacional, a Ceysson & Bénétière Gallery, que, em muito pouco tempo, já dedicou duas exposições em Paris, além de uma em Nova York, trazendo à tona todo o significado histórico de seu trabalho. Em 2021, ORLAN obteve a mais alta distinção atribuída pelo Estado francês, a Legião de Honra (Legion d´Honneur), pelo conjunto de sua obra, e, nesse mesmo ano, publicou a sua autobiografia pela Editora Gallimard.

Até 28 de janeiro de 2024.

Participação na Itália

A Gentil Carioca anuncia sua participação entre os dias 03 e 05 de novembro na Artissima 2023 (Stand PINK A – 19), Oval Lingotto, Via Giacomo Mattè Trucco, Torino, Itália, com uma seleção especial de obras que traduzem a essência poética da galeria a partir da produção dos artistas: Agrade Camíz, Ana Linnemann, Arjan Martins, Denilson Baniwa, Jarbas Lopes, João Modé, José Bento, Laura Lima, Marcela Cantuária, Maria Laet, Novíssimo Edgar, O Bastardo, Renata Lucas, Rodrigo Torres e Vinicius Gerheim.

II ICAE – Art Law

31/out

International Conference Artwork Expertise and Art Law, a ciência de pensar e estudar a arte no dia 04 de novembro, sábado, das 9 às 18h30 no auditório do Museu de Arte Moderna | MAM/SP, Parque Ibirapuera, São Paulo, SP.

Gustavo Perino e Anauene Soares trazem para São Paulo o III ICAE – Art Law – International Conference Artwork Expertise and Art Law (Congresso Internacional de Perícia e Direito da Arte), em sua primeira edição paulistana, um evento que permite o estudo e discussão simultânea de ciência, técnica, proteção do patrimônio cultural e mercado de arte. Sendo uma ação com características próprias e singulares, o ICAE “permite conhecer o ciclo de vida de uma obra de arte desde o seu registro, identificação, comercialização, trâmites legais, e utilização como ativo financeiro”, define Gustavo Perino.

ICAE é um congresso especializado em autenticação, direito e colecionismo que envolve as maiores autoridades internacionais do ramo de Perícia, do Direito e Colecionismo de Arte. Entre suas metas estão as de promover a atualização e a integração dos peritos de arte, advogados em Direito da Arte e profissionais relacionados; fomentar a discussão da Due Diligence internacional e a sua aplicação no país; desenvolver novas capacitações, parametrizações e normativas a serem aplicadas no exercício profissional com obras de arte e bens culturais, além de fomentar o colecionismo e a transparência do mercado da arte.

Dedicado exclusivamente à perícia de obras de arte nos últimos sete anos, Gustavo Perino conceitua e cria o ICAE em 2016, com sua primeira edição em Buenos Aires, Argentina. Em 2017 a Givoa Art Consulting, de Gustavo Perino, inicia suas atividades no Brasil e organiza a segunda edição do Congresso em 2018, na cidade do Rio de Janeiro. O III ICAE agora conta com a estratégica parceria com Anauene Art Law, cuja diretora Anauene Dias Soares, com grande experiência na área, vem acrescentar as informações pertinentes sobre aspectos legais atribuídos às negociações com arte. Na edição paulistana, em um dia de encontros múltiplos, nascem as oportunidades de interação com profissionais e especialistas das diversas áreas que participam do sistema de arte e permite possibilidades de se pensar inovações e procedimentos através de influências bilaterais. Abordando temas relevantes no segmento artístico, o ICAE proporciona acesso a conceitos e práticas às vezes pouco conhecidos aos não profissionais com explanações e exemplos de “cases” que corroboram alguns conceitos. Por livre definição, a Perícia em se falando de obras de arte, constitui um conjunto de métodos e habilidades que permitem definir se uma obra é autêntica ou não. Um segundo objetivo é a determinação do seu valor de mercado. Para tanto, utilizam-se de várias técnicas e procedimentos científicos que determinam a sua correspondência com a obra do artista. Já a Autenticidade, na arte, é um princípio amparado na noção do autêntico, tanto no sentido etimológico da palavra, no que se refere a qualidade daquilo que é de fonte reconhecível, confiável, quanto no subjetivo, como representação individual, e se expressar nas mais diferentes formas, sejam elas materiais ou humanas.

Duas outras vertentes, mais praticadas do que conceituadas, são o colecionismo e o mercado de arte. O Mercado de Arte é onde compradores e vendedores que comercializam mercadorias, serviços e obras de arte. A princípio, funciona como qualquer outro: há o artista, as mercadorias (que são as obras), vendedores e compradores. Mas existem detalhes e particularidades que o tornam um pouco diferente e mais complexo, com características próprias. Nem sempre vinculado à ações mercadológicas, ou de investimento, mas não obrigatoriamente avesso a elas, o Colecionismo é definido como um processo de adquirir e possuir coisas de forma ativa, seletiva e apaixonada, que fazem parte de um conjunto de objetos não idênticos e que não são utilizadas na sua forma usual. Colecionar obras de arte pode também representar uma forma de investimento que fomenta a criação e preservação cultural. E, como regramento, ou uma tentativa de orientação para assegurar as garantias das transações, tem-se o Direito da Arte (Art Law), área de prática multidisciplinar que abrange várias questões legais, incluindo direitos autorais, marcas registradas, contratos, vendas, impostos e museus; ou seja, normas relativas a artes e assuntos culturais; indivíduos que criam, compram, vendem, roubam ou destroem arte e propriedade cultural, além de instituições, organizações, prestadores de serviços correlatos bem como todos os outros profissionais que, de alguma forma fazem parte do processo, que não é único. Há mais na arte do que apenas a criação e a venda.

Com uma agenda propositiva, o ICAE versa sobre todo o ciclo de vida de uma obra de arte, desde o seu registro e identificação até a formação de coleções. Os temas são desenvolvidos nos painéis “Autenticação de Arte”, formado por peritos e cientistas da Espanha, Argentina e Brasil; “Direito da Arte (Art Law)”, onde outros especialistas dos países acima citados, e também França, discorrem sobre os aspectos jurídicos relativos às obras de arte, abordando temas como valor de bens públicos, tráfico ilícito, comodato, contratos,  uso de imagem entre outros e o painel sobre  “Mercado da Arte e Colecionismo”, com debates sobre desafios do setor e como a due diligence pode nortear positivamente os negócios com obras de arte por meio da colaboração de representantes dos mercados primário (ABACT) e secundário da arte (AGAB), bem como das feiras de arte, além de abordar temas como serviços de vanguarda na administração de bens e investimentos em obras de arte.

Com patrocínio de Kura Arte, W.Advisors, Hurst Capital, FineArt e Tokenizart o III ICAE – Art Law conta com as parcerias estratégicas do MAM/SP, Clé Reserva, Art Quality e da Essencis Technologies (representante da BRUKER no Brasil), e apoio institucional de mais de 50 entidades culturais como Instituto Guimarães Rosa, IPHAN, IBRAM, ICOM, Embaixada do Brasil (Argentina), Instituto Nacional de Tecnologia Industrial (Argentina), IPEN, IEPHA; além de instituições e associações como ASNPPAC, ANTECIPA, NEPAC, ABGC, IBDCult, SIPDO, Fondo Antiguo, ABACT, AGAB, CAMES, OAB, IODA, IMS, Biblioteca Nacional, Museu Nacional de Belas Artes, Museu de Arte Sacra de São Paulo, Museu Castro Maia, Museu Ema Klabin, Museu Eva Klabin; as Universidades Nebrija (Espanha) e Santa Úrsula (RJ) e muitas empresas do setor jurídico, pericial, pesquisa e educação.

“Em um mundo onde, aproximadamente, 50% do que circula é falso ou tem problemas de identificação, é mais do que necessário reforçar o diálogo entre instituições e empresas relacionadas à área, sobretudo respeitando os aspectos legais atinentes às transações de obras de arte, para aí sim, colaborar com esse mercado sem risco e obter maior transparência nas negociações. O ICAE vem oferecer esse ponto de encontro em uma tentativa de democratizar o acesso à perícia e às questões jurídicas do mundo da arte como um todo”.  Gustavo Perino

Anjos com armas na Pinakotheke SP

30/out

A Pinakotheke, Morumbi, São Paulo, SP, exibe a exposição “Anjos com armas”, apresentando 42 obras dos artistas Sergio Camargo (1930-1990), Lygia Clark (1920-1988), Mira Schendel (1919-1988) e Hélio Oiticica (1937-1980), pertencentes a diversas coleções particulares. A curadoria de “Anjos com armas” é de Max Perlingeiro, que explica que a exposição tem como alguns pontos de partida o fascínio do crítico e curador britânico Guy Brett (1942-2021) pela produção artística brasileira, e seu importante papel em sua internacionalização. Guy Brett foi o responsável por exposições de Sergio Camargo, Lygia Clark e Mira Schendel na lendária galeria Signals (1964-1966), em Londres, de que era sócio junto com o amigo e artista filipino David Medalla (1942-2020), entre outros artistas e curadores, e depois, na galeria Whitechapel, na capital inglesa, pela primeira mostra internacional de Hélio Oiticica.

Guy Brett é celebrado também na publicação “Angels with Guns” (“Anjos com Armas”), do historiador e filósofo Yve-Alain Bois, que publicou no ano passado (na revista “October”, do MIT) o ensaio sobre a produção de Guy Brett e sua profunda amizade com David Medalla. O livro, traduzido para o português, será lançado até dezembro pelas Edições Pinakotheke junto com o catálogo da exposição. O artista Luciano Figueiredo é colaborador do projeto.

Até 16 de dezembro.

Instituto Cervantes apresenta Pablo Sycet

Concebida como uma aventura emocional, a exposição “Sala de Mapas”, exibição individual de Pablo Sycet que apresenta obras usando técnica mista sobre papel, explora suas memórias afetivas resgatando lembranças de suas primeiras visitas a algumas cidades do Brasil, há duas décadas. Tomando o avião como ponto de partida e suporte da trama, o artista acabou expandindo sua experiência de viagem para outras cidades que foram fundamentais (e sentimentais) para o futuro do pintor. Na mostra que será apresentada, a partir do dia 07 de novembro, no Instituto Cervantes, Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, Pablo utiliza fragmentos aleatórios da cartografia de São Paulo, Havana, Istambul, Lisboa, Nova Iorque, Madri e Granada. Por ocasião da primeira exibição desta exposição, foi publicado “Map Room”, poema homônimo de Juan Manuel Bonet, acompanhado de algumas pinturas desta série. A mostra itinerante, que já foi exibida no Instituto Cervantes de São Paulo, conta com a colaboração da Fundação Olontia.

“Procurei recuperar e recriar no papel, aquelas sensações vivenciadas em primeiras incursões àquelas cidades. Vários anos se passaram até que eu pudesse projetá-las nesta ficção pictórica representada. São os traços mais íntimos de uma outra educação sentimental”, explica.

Sobre Pablo Sycet

Quando os mapas ainda não eram instrumentos de uso diário, exceto para profissionais do turismo e disciplinas acadêmicas ligadas à geografia, Pablo Sycet Torres nascia, em 1953, em Huelva, pequena cidade portuária ao sul de Espanha, sem qualquer tradição familiar no mundo da arte. Pablo Sycet Torres é um artista visual espanhol de muitas facetas. Embora a pintura seja a sua principal manifestação artística, também atua como curador de exposições, editor, designer gráfico, letrista de inúmeras canções e produções musicais, além de ser um dos arquitetos em atividade artística na capital desde os anos da Movida Madrileña (movimento disruptivo cultural importantíssimo na Espanha, tendo Almodóvar como um dos personagens de destaque). Desenvolveu sua carreira profissional em Madri, realizando a primeira exposição individual “Gestos”, em 1978, na Galeria Antonio Machado. Em 1982, obteve uma bolsa do Ministério da Cultura espanhol; três anos depois obteve outra bolsa, desta vez do Comitê Misto Hispânico Norte-Americano para Cooperação Cultural e Educacional para residir em Nova York. Sycet é um dos pintores andaluzes mais representativos da geração dos anos 1980. Sua atividade principal há mais de 40 anos, a pintura se agrega a um amplo leque de áreas complementares como a edição, a tipografia, o design gráfico, a fundação de galerias de arte, a organização de exposições, letras de músicas, produção musical e a criação e programação da Galeria Sandunga em conjunto com o artista Julio Juste. Manteve durante muitos anos uma estreita colaboração com o crítico e curador de arte Quico Rivas, participando em alguns dos seus projetos.

Até 15 de dezembro.

Toyota no Paraná

27/out

O “Espaço Arco-Irís” será inaugurado no Parque Geminiani Momesso, no Paraná. Nele, a obra de Yutaka Toyota celebra união entre Brasil e Japão no museu a céu aberto que chega para fortalecer a posição do Paraná no roteiro cultural e artístico brasileiro. Em 28 de outubro, o Parque Geminiani Momesso, localizado em Ibiporã, PR, inaugurará a obra “Espaço Arco-Íris”, de Yutaka Toyota. O artista nipo-brasileiro criou a obra para a comemoração do Centenário do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação Brasil-Japão. Composta por 10 blocos dourados – cada um representa uma década – e uma “alça” em aço que remete ao casco do navio que transportou imigrantes japoneses para o Brasil, a ponta da escultura instalada no Japão está direcionada para o sentido geográfico do Brasil e a ponta da nova escultura a ser inaugurada em solo brasileiro será direcionada para o país asiático. A peça tem 10 metros e pesa cerca de três toneladas, duas toneladas a menos do que a original. Dado seu peso e altura, a instalação ocorre em etapas, nas quais as partes de aço serão transportadas separadamente e a pintura finalizada in loco. As duas bases da escultura são firmadas no chão a partir de blocos de concreto cobertos por terra, invisíveis ao observador.

Sobre Yutaka Toyota

Nasceu em Tendo na província de Yamagata ao norte do Japão. Em 1954, graduou-se na Universidade de Artes de Tóquio. Imigra em 1958 ao Brasil após trabalhar no Instituto de pesquisas industriais de Shizuoka. Faz as primeiras pinturas abstratas no início da década de 60 no Brasil já com conceitos cosmológicos, ponto central dos seus trabalhos até hoje. Após receber o prêmio do I Salão Esso de Artistas Jovens – “II Prêmio” (de pintura) no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1965, resolve ir à Itália. Aproxima-se da vanguarda europeia e seu trabalho bidimensional torna-se tridimensional, fixando na Itália por 5 anos. Retorna ao Brasil após ser convidado para participar, em 1969, da X Bienal Internacional de Arte de São Paulo e recebe dois prêmios aquisição, o Itamaraty e o Banco de Boston. Participa de diversos salões de arte moderna e ganha outros importantes prêmios, em seguida, fixa seu ateliê em São Paulo e naturaliza-se brasileiro no dia 11 de janeiro de 1971. Em 2016 monta um novo estúdio em São Paulo para criação e produção de obras monumentais de alto padrão. Yutaka Toyota está em contínua criação executando uma infinidade de projetos e obras autorais a partir de seu ateliê em São Paulo para o mundo.

Sobre o Parque Geminiani Momesso

Empresário, colecionador e incentivador das artes, Orandi Momesso, fundou o Parque Geminiani Momesso e a organização sem fins lucrativos Instituto Luciano Momesso, que tem a responsabilidade de administrar o museu a céu aberto. Construída ao longo de cinco décadas, a Coleção Orandi Momesso é um importante acervo de arte brasileira, reunindo cerca de 5 mil obras, relevantes trabalhos de uma grande diversidade de artistas, em praticamente todos os períodos da arte brasileira, incluindo clássicos, pré-modernos, modernistas e contemporâneos. A 25 km de Londrina, o parque é um paraíso ecológico formado por uma área 1.355 milhão metros quadrados, dos quais 121 mil são de mata virgem que encontram o Rio Tibagi, um dos mais importantes da região. A área foi doada por Orandi Momesso e está sendo paulatinamente transformada no centro cultural com o projeto do importante paisagista Rodolfo Geiser. Com um olhar aguçado, Orandi Momesso teceu uma das coleções de arte mais relevantes do Brasil. O Parque carimba o legado deste trabalho de mais de cinco décadas ao salvaguardar o acervo em acesso público e, além disso, dedicar um espaço cultural e biodiverso à sua terra natal. O patrimônio de Momesso conta com peças de grandes artistas como Angelo Venosa, Emanoel Araújo, Gilberto Salvador, José Resende, Nicolas Vlavianos, Rubem Valentin e Victor Brecheret, além de mobiliário colonial e moderno de Lina Bo Bardi e Rino Levi.

“É um parque dedicado às artes brasileiras, acho que isso é o mais relevante, é o diferencial. Ao mesmo tempo, há uma gama de artistas ali que vieram do exterior, mas que fizeram sua história no Brasil e se tornaram parte desse território. O parque tem esse valor em relação ao fortalecimento da arte nacional”, afirma Gianni Toyota, filho do artista e diretor do projeto.

Neste sábado

26/out

A conversa com a curadora e artistas na exposição “O que há de música em você”, na Galeria Athena, Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, será neste sábado, 28 de outubro, às 19h, entre a curadora Fernanda Lopes e os artistas Andro Silva, Atelier Sanitário (Daniel Murgel e Leandro Barboza), Hugo Houayek, Natália Quinderé (Seis gentes dançam no museu) e Rafael Alonso, como parte da exposição “O que há de música em você”, que, devido ao sucesso, acaba de ser prorrogada até o dia 02 de dezembro. A conversa será gratuita e aberta ao público.

A mostra “O que há de música em você” apresenta edições únicas de icônicas obras de Hélio Oiticica, produzidas em 1986. Elas participaram da primeira exposição póstuma de Hélio Oiticica (1937-1980), organizada pelo Projeto HO, na época coordenado por Lygia Pape, Luciano Figueiredo e Wally Salomão, que se chamava “O q faço é música” e foi realizada na Galeria de Arte São Paulo. Desde então, essas obras permaneceram em uma coleção particular, e agora voltam a público, depois de 37 anos, sendo o ponto de partida para a exposição “O que há de música em você”.

A exposição apresenta um diálogo com fotografias, vídeos, objetos e performances de outros 20 artistas, entre modernos e contemporâneos, como Alair Gomes, Alexander Calder, Aluísio Carvão, Andro de Silva, Atelier Sanitário, Ayla Tavares, Celeida Tostes, Ernesto Neto, Felipe Abdala, Felippe Moraes, Flavio de Carvalho, Frederico Filippi, Gustavo Prado, Hélio Oiticica, Hugo Houayek, Leda Catunda, Manuel Messias, Marcelo Cidade, Rafael Alonso, Raquel Versieux, Sonia Andrade, Tunga e Vanderlei Lopes. Na fachada da galeria está a grande obra “Chuá!!!”, de Hugo Houayek, feita em lona azul, simulando uma queda d´água.