Raul Mourão expõe em Salvador

01/dez

 

 

 

O MENOR CARNAVAL DO MUNDO

 

A Roberto Alban Galeria, Salvador, BA, tem o prazer de anunciar a exposição “O menor carnaval do mundo”, exposição individual de Raul Mourão. Segunda exposição do artista na galeria, a mostra que será inaugurada dia 09 de dezembro e fica em exibição até 05 de fevereiro de 2022 reúne um conjunto de 44 obras recentes, oriundas de diferentes séries e campos de investigação de sua vasta produção, iniciada na segunda metade da década de 1980.

 

Expoente de uma geração que marcou o cenário carioca na década seguinte, Raul Mourão é notadamente conhecido por uma produção multimídia, que se desdobra em esculturas, pinturas, desenhos, vídeos, fotografias, instalações e performances. Frequentemente, o artista investiga os cruzamentos entre estes campos e linguagens, estimulando relações multidisciplinares em sua prática, lançando mão de um vocabulário visual único e de um peculiar senso de apreensão da realidade que o cerca.

 

A obra de Mourão alimenta-se, assim, de trivialidades e signos da vida cotidiana e de sua vivência da paisagem urbana, então interpretados e reconfigurados pelo artista em um processo de elaboração de seu olhar sobre eles, tão engenhoso quanto perspicaz, capaz de refletir sobre o que nos parece mundano, efêmero; mas também sobre questões mais amplas, como o contexto sócio-político do país.

 

Este fluxo entre as esferas individual e coletiva acontece em uma constante retroalimentação entre estes polos, resultando em uma produção artística de alta voltagem inventiva e linguística, em estado de ebulição e renovação contínuos, ao passo em que determinados temas, elementos e materiais seguem em experimentações constantes e variadas dentro do processo criativo do artista.

 

Em O menor carnaval do mundo, Mourão reforça este interesse por mídias e suportes diversos ao apresentar obras recentes de diferentes séries de sua produção, todas realizadas nestes últimos anos. O conjunto reúne desde novas esculturas cinéticas a pinturas de sua série “Janelas”, de fotografias e pinturas da série “SETADERUA” à vídeos como “Bang-Bang” – obra já exibida em ocasiões anteriores, mas recontextualizada dentro do presente conjunto proposto.

 

O título da mostra alude tanto à uma dimensão narrativa, afetiva – um carnaval vivido junto a um grupo reduzido de amigos, dentro do período pandêmico – quanto aponta para um certo jogo de escalas proposto pelo próprio artista a partir da obra título da exposição. Escultura realizada em dois tamanhos diferentes, a obra homônima evidencia o desejo de Mourão de experimentar estas pequenas variações sobre um mesmo tema ou objeto, explorando uma mesma ideia por vias distintas, mas também complementares, insuspeitas.

 

Suas bandeiras do Brasil, por exemplo – subtraídas de seus círculos centrais e do lema positivista de “ordem e progresso” – aparecem ao longo da mostra tanto em uma pequena versão p&b em tecido (dedicada ao grupo BaianaSystem) quanto em uma fotografia realizada na orla carioca, em parceria com o músico Tomás Cunha Ferreira.

 

Na entrada do espaço expositivo, uma espécie de parede-índice reúne um conjunto variado de trabalhos, sublinhando este senso de “desnorteamento organizado” proposto por Mourão, nos convidando a adentrar suas diferentes séries e campos de investigação a partir da sugestão de possibilidades diversas de relações a serem traçadas entre as obras em si. O artista não nos indica, assim, direções fixas ou trajetórias precisamente delineadas. Por vias opostas, nos concede, pistas e indícios que funcionam espontaneamente como disparadores destes inúmeros percursos a serem realizados por entre as salas da mostra. Nas palavras da crítica e curadora de arte pernambucana Clarissa Diniz, no texto crítico que acompanha a mostra:

 

“Se vivemos, agora, um mundo que nos extrapola mais do que a outrora posto que nos apreende em grades e distâncias, ao que parece, quando nos convoca a participar do Menor carnaval do mundo, Raul Mourão está a nos cochichar sobre a força transformadora do que, reduzido, pode enfrentar os gigantes sem que eles se deem conta do que está acontecendo.”

 

Sobre o artista

 

Raul Mourão nasceu no Rio de Janeiro, em 1967, onde vive e trabalha. Entre suas principais exposições individuais e projetos solo recentes, destacam-se: Empty Head, Galeria Nara Roesler Nova York, 2021; A Máquina do Mundo, Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2021; Estado Bruto, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 2020; A Escolha do Artista, Instituto Casa Roberto Marinho, 2020;  Experiência Live Cinema #4: Raul Mourão + Cabelo, Studio OM.Art, 2019; Fora/Dentro, no Museu da República, 2018, Rio de Janeiro, Brasil; Você está aqui, no Museu Brasileiro de Ecologia e Escultura – MuBE – 2016, São Paulo, Brasil; Please Touch, no Bronx Museum, 2015, Nova York, Estados Unidos; Tração animal, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, MAM-Rio, 2012, Rio de Janeiro, Brasil; Toque devagar, Praça Tiradentes, 2012, Rio de Janeiro, Brasil. Entre as coletivas recentes, encontramos: Coleções no MuBE: Dulce e João Carlos de Figueiredo Ferraz – Construções e geometrias, no Museu de Ecologia e Escultura, MuBE, 2019, São Paulo, Brasil; Modos de ver o Brasil: Itaú Cultural 30 anos, Oca, 2017, São Paulo, Brasil; Mana Seven, Mana Contemporary, 2016, Miami, Estados Unidos; Brasil, Beleza?! Contemporary Brazilian Sculpture, Museum Beelden Aan Zee, 2016, Haia, Países Baixos; Bienal de Vancouver 2014-2016, Canadá, 2014. Seus trabalhos figuram em coleções de importantes instituições, tais como: ASU Art Museum, Tempe, EUA; Instituto Itaú Cultural, São Paulo, Brasil; Museu de Arte Contemporânea de Niterói, MAC-Niterói, Niterói, Brasil; Museu de Arte do Rio, MAR, Rio de Janeiro, Brasil; e Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, MAM-Rio, Rio de Janeiro, Brasil.

 

 

 

Vinte e cinco anos de arte

19/nov

 

 

 

A Galeria de Arte Mamute, Porto Alegre, RS, promove no dia 27 de novembro, a abertura da exposição de comemoração de 25 anos de carreira do artista representado Antônio Augusto Bueno. A mostra intitulada “Toda Memória Flerta com o Infinito” tem a curadoria de Felipe Caldas e traz a público obras inéditas em pintura, desenho, gravura e site specific.

 

Acompanham a comemoração a instalação de uma escultura criada para a nova sede do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MACRS), intervenção urbana no Distrito Criativo em Porto Alegre e mostra de gravura em metal e monotipias no Atelier Jabutipê.

 

A palavra do curador

 

Na beira do rio, crianças brincam com o que encontram pelo chão. Pedras, folhas e gravetos tornam-se espadas, lanças, bengalas, varas de pescar, entre tantas outras coisas. A serenidade do lugar, apesar do vento constante, contrasta com a correria, com os gritos e as gargalhadas, espaço e tempo em que pedras se transformam em bolas, folhas em comida, grama em colchão, areia em castelo, em casa ou em um bolo e tudo pode virar sopa de repente. Quando crianças, nós transformamos o mundo à nossa volta, o quarto em jardim ou em campo de batalha, a cama em automóvel ou em foguete, barcos voam e aviões submergem como submarinos, nós transformamo-nos e transformamos o outro. Tudo são meios e suportes para criação de novos mundos, outras possibilidades para o existente e para a existência e, quando crescemos, a maioria de nós esquece dessa capacidade. A imaginação não é algo oposto à realidade, ela configura a realidade e torna possível outras realidades, assim como a compreensão de nós mesmos, de nosso tempo, de nossa existência e território; como do passado, do não dito, da escuridão e da luz inalcançável. Antônio Augusto Bueno é essa criança que brinca com gravetos, faz barcos voarem, coleciona mamonas, caroços de abacate, junta folhas, empilha coisas, caminha deslumbrado pelo mundo e risca sobre tudo. Neste ano de 2021 Antônio Augusto Bueno completa 25 anos de produção artística, um fazer que opera com diversas linguagens, desenho, pintura, gravura, cerâmica, fotografia, instalações, objetos tridimensionais. Reconhecido sobretudo por seu trabalho com desenho, no entanto, ao meu ver o que há de menor importância na produção poética do artista é uma discussão sobre linguagem estritamente. Essas linguagens são apenas meios para nos chamar a atenção sobre a dimensão do ser humano frente a uma existência efêmera, passageira, delicada, frágil, todavia, partícipe de um todo. Esta exposição é parte de um  projeto mais amplo que conta com quatro ações: um trabalho tridimensional no pátio do  MAC-RS, a exposição na Galeria Mamute, uma intervenção urbana no quarto distrito de Porto Alegre e a constituição de uma série de gravuras/monotipias no Atelier Jabutipê.  Estas ações articulam quatro instâncias produtivas e de circulação, o ateliê, a instituição museológica, a rua e a galeria comercial que fazem parte da pratica cotidiana do artista. O fazer de Antônio nestes 25 anos está embebido de uma hereditariedade artística, a comunidade que o circula e suas topografias e clima. Quando falo aqui em hereditariedade artística, estou pensando, justamente, no diálogo que os trabalhos de Antônio Augusto travam com a herança cultural e artística precedente e atual, sobretudo deste território, o Rio Grande do Sul, mas sem se limitar. A potência da linha, da visualidade dos chamados desenhos, está embebida de uma linha incontornável de Iberê Camargo, uma sujeira de Wilson Cavalcante (Cava), de uma trama e de uma complexidade entre gestos e grafismos de Teresa Poester, e há igualmente algo de Flávio Gonçalves, Gerson Reichert, James Zórtea, Gabriel Netto, entre outros colegas. Seus espaços vazios em confronto com pequenas áreas de forte densidade material convocam Cy Tombelly, levam ao diálogo com os desenhos de Nuno Ramos, Nelson Félix, e talvez Marcelo Solá. Seus gravetos armados têm algo de Carlos Pasquetti, de Hamilton Coelho, quanto talvez de Luiz Gonzaga de Mello Gomes, com quem trabalhou e, certamente, remete-nos a Ai WeiWei e Frans Krajcberg. Diferente dos citados, o trabalho de Antônio Augusto Bueno está embebido da milonga, do vento e do frio destes prados, ou seja, talvez no campo das artes visuais na contemporaneidade seja um dos artistas que mais dialoga com aquilo que Vitor Ramil chamou de Estética do Frio em um clima temperado de um Brasil que não é somente tropical. Não só porque trabalha com artistas deste território, ou em sua aproximação com os colegas artistas do Uruguai, mas sobretudo nos próprios trabalhos visuais, as grandes áreas dos desenhos remetem à planície, aos campos alagados, ao pampa, a um espaço sem grandes rompimentos topográficos em que o vento corre livremente, como os espaços em branco, as matizes baixas e as veladuras que baixam a vibração das cores; a um fazer que não é um grito ou êxtase expressivo, sequer um sussurro, mas uma fala mansa e contínua como a topografia da metade sul deste território e talvez seja, justamente, por isso tão natural a Antônio a aproximação com esses artistas que partilham de um mesmo comum, de um mesmo sensível. Os trabalhos bidimensionais evocam a dimensão da cicatriz. O que vemos não é um rasgo na carne pictorial mas um conjunto de ações de corte e sutura e isso ocorre tanto no papel quanto no tecido, e essa pele que exibe cicatrizes contém a memória construtiva do próprio trabalho, das referências artísticas, de sua hereditariedade, topografia e clima e talvez contenha a memória afetiva tornada material do próprio artista. A cicatriz é semelhante a um rastro, você não vê nada além da cicatriz quando se depara com ela, mas ela é o indício de um conjunto de eventos, a marca de uma vida pulsante, de um pensar e de um agir constantes, e, por isso, carrega consigo uma memória latente que talvez cumpra a função de lembrar-nos que “toda causa tem seu efeito, todo o efeito tem sua causa, existem muitos planos de causalidade, mas nada escapa à lei”. Antônio produz com a potência do ínfimo, com a harmonização dos movimentos contrários e com a condução de um mental partilhado por meio de seus trabalhos para outro lugar, para outra consciência de mundo, um vislumbre do homem primitivo ligado ao todo em que não existe dicotomia entre indivíduo e natureza, em que território, bioma, vento, frio e estrelas são extensões umas das outras. O mental não antecede a matéria, é parte constituinte desta, extensão, ou seja, quando olhamos o fazer artístico de Antônio, o mental não ocorre antes da ação, mas simultaneamente, em um jogo de forças, pois o mental da matéria, o mental do mundo, do céu azulado à noite estrelada também se projetam sobre o artista, assim criador e criatura tornam-se um só e não um antecede o outro, mas coexistem e (re)existem. O trabalho do artista é uma extensão dele e, simultaneamente, independente dele, ao fazer, o artista modificou-se e modificou a matéria, enquanto ela o modificava, e isso é partilhar e produzir para com o todo. O alquímico não está em uma rede imbricada de signos e de símbolos como estamos habituados e aprendemos dentro da história da arte e da cultura, mas na atitude perante a vida. A transubstanciação é constante, todos os encontros nos modificam, o rio nunca é o mesmo, o passo nunca é igual, a mão que desenha ou o beijo são irrepetíveis.”

 

Felipe Caldas

Inspiração no Nordeste

18/nov

 

 

No dia 20 de novembro, a samba arte contemporânea, Shopping Fashion Mall – São Conrado – Estrada da Gávea, Rio de Janeiro, RJ, inaugura a exposição “Paratudo/Paratodos”, com cerca de 60 obras inéditas do artista paulistano Reynaldo Candia, que buscam referência no Nordeste para falar sobre a cultura brasileira. Serão apresentados pinturas, instalações, esculturas e bordados, produzidos nos últimos três anos, em diversos suportes, como lona, ráfia, couro, algodão, entre outros. O nome da exposição faz alusão à famosa música de Chico Buarque de Holanda, que trata da miscigenação do povo brasileiro, e também à tradicional bebida a base de raízes amargas nordestina. A exposição também estará disponível on-line, no site da galeria (www.sambaartecontemporanea.com), com obras, textos e informações, ampliando a experiência.

 

“Há muitos registros históricos de viajantes e expedições europeias que deixaram documentos iconográficos notáveis e importantes, mas a aventura visual empreendida por este artista-viajante sugere uma torção: ele percorre paisagens tão íntimas quanto públicas, subvertendo o lugar destinado à iconografia nordestina, aplicando um corte preciso capaz de extrair lirismo e forças poética e cromática únicas, inventando um vocabulário semiótico pensado a partir da experiência da alteridade como uma espécie de profanação, na medida em que os objetos e acontecimentos do mundo se abrem a um novo e possível uso”, escreveu a psicanalista e crítica de arte Bianca Dias no texto que acompanha a exposição.

 

Duas grandes instalações trazem obras da série “Porta-retrato nordestino”, composta por cerca de 50 pinturas a óleo, que remetem às fotopinturas, uma tradição que ainda perpetua em muitas casas nordestinas. As obras de Reynaldo Candia fazem referência a esses retratos de família, através de diversas pinturas, com cores contrastantes, que trazem no centro uma cor, destacando o lugar que seria destinado à fotografia. Desenhos arabescos completam os trabalhos, fazendo referência às antigas molduras dessas obras. “As instalações são um simulacro dessas paredes que vi em muitas casas no Nordeste, e trazem contrastes de cores que temos no Brasil”, diz o artista.  “Seu trabalho traz, para o campo codificado das artes visuais, distintas expressões da vida ordinária – aquilo que pertence ao território doméstico – e também instaura uma concepção nova de conflito e de singularidade com implicações sobre as relações entre sujeito e sociedade”, completa Bianca Dias.

 

Os suportes para as pinturas vão desde a tradicional lona até ráfia, embalagens de produtos diversos, entre outros materiais recolhidos na última viagem do artista ao Nordeste, em 2018. Há também pinturas sobre tecidos, como chita e viscose estampada, todos com cores contrastantes. Muitas dessas obras possuem texturas e grossas camadas de tintas. “Minha intenção primaria é produzir um objeto, por isso, trato a tinta como matéria na tela, criando um acúmulo, com várias camadas e uma superfície não lisa”, explica o artista.

 

Seguindo o formato da série “Porta-retratos”, haverá também a série de trabalhos “Nordestinês”, com obras em óleo sobre papel. No centro da pintura, no lugar que seria dedicado à fotografia em um porta-retratos, está escrita uma palavra comumente usada no nordeste, como “vixe” e “arretado”, por exemplo.

 

Casinhas típicas do Nordeste, quadradas e coloridas, também estão presentes na exposição. Quatro delas foram pintadas em páginas de livros de autores nordestinos ou que viveram no Nordeste, formando pinturas/esculturas. Essas mesmas casinhas haviam sido retratadas nas fotografias de Anna Mariani, no livro “Pinturas e Platibandas”, que tem textos de Ariano Suassuna, Caetano Veloso e Jean Baudrillard, e foram bordadas pelo artista para a exposição. “O bordado é muito forte no Nordeste, mas não só entre as mulheres. Durante minha pesquisa descobri que Lampião era um grande costureiro e também bordava”, conta o artista.

Também farão parte da mostra cinco obras da série “Defesa”, feitas em couro ecológico, em referência ao cangaço, reproduzindo símbolos do livro “Estrela do couro/ Estética do Cangaço”, de Frederico Pernambucano de Mello. “Os cangaceiros absorveram de forma muito intensa essa simbologia e a adotaram como defesa. Em vários momentos quando se sentiam ameaçados, riscavam esses símbolos no chão. É como se fosse um amuleto”, diz o artista que usa galhos de diversas árvores típicas do Nordeste como suporte para estas obras.

 

Completa a exposição a série de pinturas “Ervas Daninhas”, com imagens e nomes de plantas que tem devastado pastos no Nordeste. “Para mim, elas são símbolos de resistência, pois são retiradas e voltam a nascer. Essas pinturas são densas e faço com espátula e não com pincel, para depositar grossas camadas de tinta, deixando a espessura aparente”, ressalta o artista.

 

Sobre o artista

 

Reynaldo Candia nasceu em São Paulo, SP, 1975. Formou-se em História da Arte e Comunicação visual.  Realizou cursos no MASP e Tomie Ohtake, dentre outros lugares, e frequentou ateliês como assistente. Participou de diversas coletivas, editais e salões, entre eles, o Abre-Alas, na Gentil Carioca, programa de exposições no Museu de Arte de Ribeirão Preto (MARP) e Novíssimos, no IBEU. Foi Premiado em diversos salões, dentre os quais, 43° Salão de Santo André – SP, 17º Salão de pequenos Formatos UNAMA – PA, 11º Bienal do Recôncavo – BA, 10º Salão Latino Americano – Santa Maria – RS. Participou da residência artística na Bienal de Cerveira, em Portugal, em 2012 e em 2018, e na Dinamarca, em 2016, onde possui obras em seus acervos. Possui obras no acervo do Museu de Arte  Contemporânea de Torun, na Polônia; na Fundação Bienal de Cerveira, em Portugal; no Núcleo Cultural da Universidade da Amazônia; na Fundação Espaço Cultural da Paraíba (FUNESC); no Museu de Arte de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, entre outras. Dentre suas principais exposições, destacam-se “Sinais do apocalipse” (2020), no Centro de Arte Contemporânea de Torun, na Polônia; “Grupo Em Branco – Ato Contínuo” (2018), no Museu da Cidade de São Paulo; “Mãos as obras” (2017), no Circuito SESI; a mostra no Museu de Arte de Ribeirão Preto (MARP) e “Novíssimos”, na Galeria do IBEU, ambas em 2016.

 

Até 23 de janeiro de 2022.

 

 

 

 

 

Lourival Cuquinha: Crapulocracia

16/nov

 

 

 

 

 

A Central Galeria, São Paulo, SP, apresenta em seus últimos dias de exibição, “Crapulocracia”, a primeira mostra individual de Lourival Cuquinha na galeria. A exposição é a terceira de uma trilogia de exposições do artista que vêm acompanhando os últimos capítulos políticos do país e a consequente derrocada do pacto democrático.

 

Lourival Cuquinha, Recife, 1975. Vive e trabalha em São Paulo. Multidisciplinar, estudou na UFPE (Recife, 1993-2002) onde frequentou cursos diversos como Engenharia Química, Filosofia, Direito e História. Foi reconhecido em diversas premiações e programas de residência como: Prêmio Funarte Conexão Circulação Artes Visuais (2017), Prêmio Marcantônio Vilaça (2012), Prêmio Brasil Contemporâneo – Fundação Bienal de São Paulo (2010), Artist Links – British Council (2009), entre outros. Suas exposições individuais incluem: Transição de Fase, Funarte (Belo Horizonte, 2018); O Trabalho Gira em Torno, MAMAM (Recife, 2015); Territórios e Capital: Extinções, MAM Rio (Rio de Janeiro, 2014); Capital: destruction-construction, PROGR Foundation (Bern, Suíça, 2012); Topografia Suada de Londres: Jack Pound Financial Art Project, Centro Cultural Correios (Recife, 2012). Entre as coletivas recentes, destacam-se: À Nordeste, Sesc 24 de Maio (São Paulo, 2019); Panorama da Arte Brasileira, MAM-SP (São Paulo, 2017 e 2011); Bienal Sur, Centro Cultural Parque de Espanha (Rosário, Argentina, 2017); 5o Prêmio Marcantônio Vilaça, MAC-USP (São Paulo, 2015). Sua obra está presente em importantes coleções públicas, como: CCSP (São Paulo), MAM-SP (São Paulo), MAR (Rio de Janeiro), MAMAM (Recife), entre outras.

 

Cuquinha e a disputa do simbólico

 

Pollyana Quintella

 

Lourival Cuquinha é amplamente reconhecido no cenário brasileiro por estressar as relações entre arte e política. Lourival Cuquinha é amplamente reconhecido no cenário brasileiro por estressar as relações entre arte e política. Do furto do parangolé de Hélio Oiticica, no início dos anos 2000, às icônicas bandeiras compostas de notas de dinheiro, o artista se dedica há mais de vinte anos a perscrutar as fantasias e as ficções sociais que rondam a prática artística, seus limites, validações e atribuições de valor, bem como as relações íntimas entre exercício político e dimensão simbólica. Crapulocracia, sua primeira mostra individual na Central Galeria, é a terceira de uma trilogia de exposições que vêm acompanhando os últimos capítulos políticos do país e a consequente derrocada do pacto democrático. A primeira delas, OrdeMha, foi realizada em 2016, em paralelo ao golpe exercido sobre o mandato da ex-presidenta Dilma Rousseff, enquanto a segunda, Dos meus comunistas cuido eu (Roberto Marinho), presenciou a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2018. Todas elas, por meio de diferentes estratégias, buscam situar o trabalho do artista à luz desses acontecimentos.

 

No centro da exposição de 2016, uma grande lâmina rotativa, tal qual as placas de Petri – recipientes cilíndricos utilizados por cientistas para analisar microrganismos –, expunha o equivalente a um metro quadrado de lama tóxica da Vale despejada no Rio Doce, como se fosse possível encapsular a catástrofe. Se a lama cumpria o papel de presentificar o desastre e aproximar de nós o evento (tantas vezes reduzido a uma abstração narrativa em razão do bombardeio de notícias e informações), ela também instigava certo fascínio meditativo pela substância em movimento, pondo em tensão as relações entre estética e política ou entre frágeis dicotomias como ação e inação, atividade e passividade.

 

Desta vez, dois torniquetes atualizam o repertório das recentes tragédias brasileiras. Um exibe o petróleo que atingiu as praias do litoral nordestino em 2019, enquanto o outro expõe as cinzas das queimadas que se multiplicaram no território nacional em 2021, formando uma espécie de inventário das destruições que não cessam de nos atravessar. No Brasil do presente, não é exagero dizer que a realidade supera a fantasia; sobra delírio, mas falta imaginação. Lama, fogo, bolsa de colostomia, tudo soa como pura literalidade. Para que metáforas? Resta saber se ver as substâncias assim de perto será o suficiente para perturbar nossa anestesia.

 

O petróleo, material de interesse de Cuquinha há alguns anos, também está presente no neon que dá título à mostra – Crapulocracia. A palavra luminosa contaminada pelo combustível fóssil funciona como um marcador temporal do presente, em que as promessas históricas são suplantadas pela realidade pós-utópica e a imaginação coletiva fracassa continuamente em encontrar soluções para as crises em que estamos imersos, enquanto o país é governado por uma besta.

 

Cuquinha, por sua vez, não se restringe à visão curta e nublada de um presentismo encerrado no aqui-e-agora. Trânsitos entre diferentes tempos históricos situam as complexidades políticas em perspectivas mais amplas, como é o caso de Apólice do Apocalipse (2018-2021), iniciada em 2018. Naquela altura, o artista apresentou uma cômoda de vidro antiga contendo uma transcrição da carta de Pero Vaz de Caminha, considerada o primeiro documento escrito no Brasil. Pouco a pouco, a carta ia sendo carcomida por um conjunto de grilos vivos, o que fazia menção direta ao fenômeno da grilagem, cujo nome tem origem no fato de que esses insetos eram utilizados para forjar o envelhecimento de falsos documentos. À luz da ação do artista, a história do país figurava como um gesto inautêntico. Agora, a mesma carta é exposta depois dos efeitos da grilagem, simulando o próprio anacronismo. Afinal, não há nada assim de tão novo no nosso fim do mundo; talvez estejamos mais próximos de um disco arranhado que repete um evento farsesco à exaustão. Junto a isso, a presença de uma lanterna de luz negra permitirá que o público reconheça que a carta foi escrita sobre um papel-moeda, entrelaçando identidade nacional, capital e poder.

 

A relação direta com o dinheiro também está presente em Brasil Sumidouro (2013). Recibos das mais variadas compras realizadas com o cartão de crédito do artista dão forma aos mapas das cinco regiões do país. Trata-se de uma espécie de loteamento simbólico do Brasil a partir de gastos pessoais, nublando as fronteiras entre o público e o privado. Sumidouro – lugar por onde algo desaparece – refere-se ao fato de que os dados impressos em tais notinhas fotossensíveis estão fadados a se apagar com o tempo. Restará apenas a cor do papel, nos fazendo questionar os critérios arbitrários de atribuição de valor no meio da arte.

 

É a obra Vendo Direitos à Venda (2021), contudo, que situa as operações financeiras com mais radicalidade. O artista comprou, em setembro deste ano, 100 ações da Petrobras pelo valor total de R$ 2.493,00. Os interessados em adquirir a obra deverão responder a um breve questionário cuja finalidade é designar se são ou não cidadãos golpistas. Os “brasileiros não golpistas” poderão comprar o trabalho por R$ 5.099,00, valor referente ao preço que as ações alcançaram em maio de 2008, momento de alta da empresa, enquanto “estrangeiros ou brasileiros golpistas” só poderão adquirir o trabalho pelo dobro do preço, R$ 10.198,00. Ao instituir tais condições, Cuquinha desconstrói um suposto espaço de neutralidade garantido pelo capital na comercialização, além de implicar as consequências políticas e econômicas dos últimos anos no seio das ações culturais.

 

Ao longo de todo o percurso definido por Cuquinha, somos reiteradamente provocados: Qual papel resta à prática artística na construção de um imaginário político? Como fazer do campo simbólico um espaço de disputa? Quais as negociações entre sujeito, instituições de poder e os limites da legalidade? Não será possível responder essas perguntas, mas, assim como para Cuquinha, nos caberá sustentar o problema: cutucar, desmontar e revirar as fantasias.

 

 

 

 

Alfredo Jaar no Sesc Pompéia

11/nov

 

O conceituado artista chileno Alfredo Jaar, com 40 anos de trajetória, tem um recorte de seu trabalho feito pela exposição “Lamento das Imagens”, que ocupa os galpões do Sesc Pompéia continuará até 05 de dezembro.

 

Sobre o artista

 

Nascido em Santiago, em 1956, Alfredo Jaar também é arquiteto, fotógrafo e cineasta. Ele começou sua trajetória artística no Chile, no final dos anos de 1970, quando o país passava pela ditadura militar. E ganhou destaque depois de se mudar para os Estados Unidos em 1982. Foi a partir desse momento que ele começou a colocar em evidência em suas obras as relações de poder internacionais. E passou a discutir temas como a continuidade das violências coloniais no mundo contemporâneo, as violências que provocam a invisibilidade seletiva de povos e populações. Os trabalhos de Alfredo Jaar figuram entre as mais importantes coleções de arte do mundo, como a do MASP – Museu de Arte Moderna de São Paulo; Tate Modern, em Londres; Centre Pompidou, em Paris; MoMA – Museu de Arte Modern e do Guggenheim Museum, ambos em Nova York; e no Centro Reina Sofia, em Madri, entre muitas outras.

Lucas Arruda e Iberê Camargo

04/nov

 

O lugar da pintura de Lucas Arruda e Iberê. Curadora apresenta as relações entre as mostras “Lugar sem lugar” e “Tudo te é falso e inútil”, duas exposições na Fundação lberê Camargo.

 

Pode-se dizer, grosso mo­do, que o artista paulista Lucas Arruda vem há dez anos depurando de maneira quase ritualística um mesmo tema: a paisagem como construção do olhar. É o que se pode verificar na exposição “Lucas Arruda: lugar sem lugar”, em cartaz na Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, RS. (*)

 

As pinturas de Arruda nos permitem ver, ao mesmo tempo, um pouco além da abstração e antes da figuração. Construídas a partir de camadas de tinta sobrepostas, escovadas, arranhadas, esfregadas, são obras que invocam o gênero paisagem usando por vezes tão somente a sugestão de uma linha de horizonte. E ela, afinal, que constitui recurso fundamental dessa tradição pictórica, uma espécie de menor denominador comum da composição paisagística, já que, como espectadores, tendemos a atribuir sentido a qualquer marquinha num espaço aberto, a imediatamente interpretar uma linha horizontal como um horizonte, a enxergar nuvens nas mudanças de direção de pinceladas, a ver um chão de terra numa camada grossa de impasto.

 

Os trabalhos da série “Deserto-Modelo”, presentes na mostra, sugerem lugares desprovidos de referências geográficas, mas que se edificam na memória e evocam vistas da natureza, marinhas e de matas. Nossa experiência diante dessas pinturas – embora certamente permeada por memórias, associações pessoais, narrativas indiretas e conotações artísticas históricas – nos remete, sobretudo, ao fenômeno sensual e sensorial da pintura.

 

A insistente frontalidade e a paleta contida de Arruda estão presentes nos vários trabalhos reunidos na mostra. A seleção abrange quatorze anos da produção do artista, incluindo desde pinturas do início da carreira àquelas realizadas em 2021, além de obras em outros suportes, como vídeo e instalação de luz. São obras silenciosas, caracterizadas por uma luminosidade insólita e sutil que se revela aos poucos, recompensando a observação prolongada. Entre o devaneio e a tatilidade da aplicação da tinta, evidencia-se a habilidade extraordinária do pintor. A incansável experimentação pictórica de suas pinturas é comovente, em especial quando vistas ao vivo.

 

Paralelamente, é apresentada a mostra “Iberê Camargo: tudo te é falso e inútil”, uma seleção de obras do artista gaúcho, concebida juntamente com Arruda, pertencentes ao acervo da Fundação Iberê. Oferece-se aqui uma experiência imersiva nas últimas criações de Iberê, a partir das cinco célebres pinturas da série “Tudo te é falso e inútil”, reunidas pela primeira vez na Fundação. Pretende-se dessa forma explorar momentos de intersecção e diálogo entre os trabalhos de Arruda e Iberê, sugerindo pontos de acesso ao entendimento de questões compartilhadas por ambos.

 

“Tudo te é falso e inútil” parece ser para onde converge – e de certa forma submerge – toda a trajetória artística de Iberê Camargo. Elementos constitutivos do léxico singular do pintor – carretéis, manequins, caixas d’água, bicicletas – compartilham com figuras débeis e pesadas, quase andrógenas, o lugar elusivo e movediço demarcado pelas pinturas e desenhos. A seleção – onze pinturas e trinta e cinco desenhos das séries “Ciclistas” e “Idiotas”, além da série completa e esboços preparatórios para “Tudo te é falso e inútil” – busca explicitar justamente o processo obsessivo desse “retorno das coisas que adormeceram na memória”, como definiu o próprio Iberê, no qual a re-emergência dos mesmos elementos oferece ao espectador uma imersão profunda no imaginário singular do artista.

 

Na obra de Iberê, como na de Arruda, há um contínuo retrabalhar de certas imagens. Ambos, ao invés de se intimidar diante da repetição, a abraçam como recurso de decantação e depuração de ideias que, em última análise, nos levam para além do tema e de volta à pintura.

 

Cumpre dizer que, desde o primeiro encontro de Lucas Arruda com a série “Tudo te é falso e inútil”, há sete anos, no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, essas pinturas se tornaram uma forte referência para seu trabalho. O artista conta que voltou repetidas vezes à exposição para observar as pinturas: “O que mais me impressionou foi o perfeito alinhamento entre a execução e o assunto do trabalho. O drama daquelas imagens não reside somente no conteúdo, mas em como Iberê as construiu, no modo como a tinta é posta e raspada, riscada, depositada e removida múltiplas vezes, resultando na fantasmagoria das figuras. A angústia do tema é expressa na própria carne da pintura. Parece existir uma ansiedade no fazer, estreitamente conectada ao assunto, que traz uma potência muito grande para o trabalho. Essa qualidade da pintura do Iberê foi uma das coisas que mais me chamou a atenção”. Em “Tudo te é falso e inútil”, resume Arruda, “Iberê tenta captar esse momento em que as coisas perdem sentido”. No entanto, a despeito da atmosfera distópica, “da evidente falta de otimismo manifesta nas pinturas, é notável a capacidade do trabalho de gerar um consolo à inquietação existencial do ser humano”, conclui.

 

Tanto na série “Tudo te é falso e inútil”, de Iberê, quanto na “Deserto-Modelo”, de Arruda, há uma suspensão de referências de espaço e tempo que torna possível dizer que “o lugar sem lugar” onde opera o primeiro e equivale ao deserto do segundo. Este, nas palavras de Arruda, “não tem data, pode vir antes de tudo ou depois de tudo. Você não sabe se o deserto é um momento de formação ou do fim das coisas. E, ao memo tempo, gênese e apocalipse. E algo que busco nas minhas pinturas, essa atemporalidade”. Palavras que poderiam descrever também o espaço ambíguo criado por lberê.

 

Os dois artistas constroem pinturas compostas de inúmeras superposições de marcas, acidentes e camadas que muitas vezes resultam em superfícies onde se vê quase nada. Como bem articulou o colega de oficio Paulo Pasta, é “o emprego de um esforço monumental para expressar a inutilidade de qualquer esforço”. Uma perfeita analogia tanto da arte quanto da vida.

 

Lilian Tone (*)

 

“Lucas Arruda: Lugar sem lugar – Até 16 de janeiro de 2022.

 

“lberê Camargo: Tudo te é falso e inútil” – Até 13 de fevereiro de 2022.

 

Agendamento: bileto.sympla.com.br

(*) Curadora das mostras ”Lucas Arruda: Lugar sem lugar” e “Iberê Camargo: Tudo te é falso e inútil”. Curadora independente que, até recentemente, integrava o Departamento de Pintura e Escultura do Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA).

 

Fontes: Fundação Iberê Camargo-Correio do Povo

5ª Bela Bienal

Na 5ª Bela Bienal

 

“A Natureza na Arte” é a titulação do tema da 5ª edição da Bela Bienal Europeia e Latino Americana que reúne 130 artistas de vários países e propõe diálogo entre Arte e Sustentabilidade.

 

A arte como agente de reflexão sobre sustentabilidade e questões ambientais. Este é o mote da Bela Bienal Europeia e Latino Americana de Arte Contemporânea, que chega à sua 5ª edição com o tema “A Natureza na Arte” e presta homenagem aos artistas Ivald Granato (in memoriam) e Neville D’Almeida. Evento itinerante que este ano já esteve na Finlândia, aporta no Brasil com agenda em algumas importantes cidades, começando pelo Rio de Janeiro, mais precisamente no Centro Cultural Correios RJ, a partir do dia 04 de novembro. Sob curadoria do finlandês Jari Järnström e do brasileiro Edson Cardoso – proprietário da AVA Galleria, na Finlândia – a mostra reúne 100 artistas brasileiros e 30 de diversas nacionalidades, entre finlandeses, holandeses, italianos, russos, portugueses, mexicanos e argentinos. Todos possuem em comum a proposta de promover um diálogo consistente entre culturas distintas através da exposição de suas obras, manifestadas através de diferentes linguagens (desta vez artísticas): fotografia, pintura, gravura, objetos e uma instalação.

 

“Promovendo esse diálogo intercultural, mostramos ao público em geral o que artistas de diferentes culturas estão desenvolvendo na arte contemporânea, unificando as distâncias continentais através de seus olhares sobre um único tema. Desejamos evidenciar a importância destas obras como agentes de reflexão sobre a preservação ambiental, bem como de suas raízes e tradições”, afirma um dos curadores, Edson Cardoso, que já realizou exposições nas principais cidades do mundo: Sede da ONU, Museu do Louvre, Prefeitura de Osaka, Museu de Braga e em outros espaços importantes no Brasil como Museu Oscar Niemeyer, MAMRio, MuBe – Museu de Esculturas, Museu Histórico Nacional.

 

Relação dos artistas convidados

 

Brasil: Ademar Galvão, Adilson Barbosa, Almir Reis, Alexandre Pinhel, Alzira Chaloub, Amanda  Sanzi, Ana Kariri, Andrea Bretas, Angela Del Nero, Ângela Vielitz, Antônia Célia, Artur Teixeira, Beré Magalhães, Carmen Thompson, Carol Couri, Clau Loureiro, Claudiah Arantes,  Cota Azevedo, Cuscua, Cristina Melo, Damiana Siqueira, Daniele Blóris, Débora Netto, Diego Mendonça, Edilton Gomes, Edith Rizzo, Emily Pinheiro, Francelino Mesquita,  Francisco Schönmann, Gerard Laurence, Gisele Parno, Goretti Gomide, Gui Mazzoni, Glória Chan, Isabella Leme, Itamar Xavier, Ivo Almico, J. Vasconcellos, Jabim Nunes,  John Erick, Joseph Figorelle, Juarez Leitão, Jussara Santos, Karol Schittini, Lemuel Gandara, Lan Liana González, Lu Magalhães, Luah Jassi, Lucia Costa, Luiz Barroso, Luiz  Macedo, Mara Estela, Márcia Chagas Duque, Marcelo Duprat, Márcio Kozlowski, Marcus Amaral, Maria Amélia, Maria Eduarda Boabaid, Maria Esmênia, Mariette Silveira, Marilu Andrasan, Mario Marques, Maximilian Rodrigues, Monsyerra Batista, Moyses Chama, Natalia Krüger, Patylene, Paula Saraiva, Pedro Diniz Kubitschek, Rafael Agostini, Rafael Lucchesi, Ragnaia Coutinho, Renata Costa, Roberto Gallo, Roberto Negri, Rodrigo Cid, Rogério Mariano, Rosa de Jesus, Rúbia Viegas, Sonnia Guerra, Soraya Kolle, Stela Barreto, Tamara Batista, Vanessa Gracie, Vera Goulart, Vinicius Gomes, Vitor Fio, Wesley Monteiro.

 

Finlândia: Anna Emilia Järvinen, Annukka Visapää, Antti Raitala, Bela Czitrom, Dan Palmgren, Elisa Daart, Hanna Uggla, Hanna Varis, Hannele Haatainen, Iria Ciekca Schmidt, Jari Järnström, Kristina Elo, Laura Pohjonen, Maaria Märkälä. Maj-Lis Tanner, Marko Viljakka, Merja Hujo, Mona Hoel, Nonna-Nina Mäki, Paula Mikkilä, Piippa Mutikainen, Päivi, Kukkasniemi, Päivyt Niemeläinen, Raija Kuisma, Seppo Lagom, Sirkka Laakkonen, Sirpa Heikkinen, Ulla Remes, Ulla-Maija Vaittinen, Ursula Kianto.

 

Itália: Alda Picone, Judith Paone, Mauro Trincanato, Umberto Nigi.

 

Rússia: Smolow.

 

Portugal: São Mathias Nunes.

 

Holanda: Adriano Antoine.

 

México: Linda Achar.

 

Até 09 de janeiro de 2022.

BELIZÁRIO

BELIZÁRIO inaugura com Maxim Malhado

“…nesse momento e antes do ontem também, é a possibilidade de me ver e observar o outro!”
Maxim Malhado

 

A BELIZÁRIO Galeria, Pinheiros, inaugura novo espaço cultural em São Paulo com a exposição de Maxim Malhado – “…lá do lugar onde moramos”, sob curadoria de Marcus Lontra, com 15 trabalhos entre esculturas e objetos onde o material de destaque é a madeira que descreve conceitualmente a verdade em que “toda casa é bela; toda casa tem um metro a mais de grandeza, inclusive e principalmente a sua!”, como define o galerista Orlando Lemos.

José Roberto Furtado, Luiz Gustavo Leite de Oliveira e Orlando Lemos, os artífices da nova galeria, inserem no circuito expositivo paulistano uma nova opção de local de propagação artística destinado a divulgar e comercializar obras de arte moderna e contemporânea. O projeto da Belizário Galeria tem origem em Belo Horizonte, onde os três amigos se conheceram e, por sua experiência no cenário artístico mineiro, lhes dá o respaldo necessário para apresentação de um trabalho de alto padrão e originalidade que se estabelece desde sua apresentação ao circuito local com a produção recente e inédita do artista plástico Maxim Malhado.

“…lá do lugar onde moramos” reúne um conjunto expressivo da produção recente do artista. Suas obras dialogam com o artesanato e o design popular construindo uma arqueologia da memória, onde objetos são ressignificados e reconstruídos. Ele dialoga com artistas nordestinos de sua geração como Carlos Mélo e José Rufino e também, com Nuno Ramos e Tunga. Essa é a família expressionista onde o artista se insere; esse é o seu universo, essa é a sua voz”, explica o curador.

Maxim Malhado chega ao circuito artístico nos anos de 1990 com suas obras que transmitem sofisticação e detalhamento na simplicidade da escolha e seleção de materiais e formatos – “os critérios são os mesmos de mestres e ajudantes de obras em seus “canteiros”, o desejo, a vontade e necessidade de solucionar dúvidas e problemas, buscar respostas”, diz o artista. A definição do local onde morar, oferece possibilidades de imersão intelectual que podem direcionar tanto para o aspecto material da “casa”, onde se habita e fixa moradia como mais lúdico, imaterial, direcionado ao “corpo”, o real habitat humano, onde também se constrói história. Nas palavras de Marcus Lontra, “A Bahia hedonista, litorânea, sensual, soteropolitana, abre espaço para a Bahia agreste, interiorana, sertaneja, nordestina. Essa é a terra, o território, a fonte de saberes de onde o artista retira suas pedras e pérolas para montar composições poéticas carregadas de autenticidade e potência natural”.

Participante, consciente e atento ao cenário atual, tanto global como próximo ao local onde desenvolve seus trabalhos, Maxim Malhado assume seu papel de conscientização geral com sua arte, e assume posicionamento não estático, sempre em evolução, em movimento, com o que vem a seguir. “Sempre há desdobramentos, necessário, pois se até as frutas pecam…não existe o erro”, declara o artista.

 

“Admirando essas articulações formais e conceituais, aprendemos com Maxim Malhado que somente a ação criativa dignifica a espécie humana. E que a capacidade de inovar, transformar e interpretar aquilo que chamamos de real, possa municiar ao ser humano as ferramentas essenciais para que a arte e a ciência sejam para todo o sempre os “santos guerreiros” que protejam o mundo dos “dragões da maldade”.” Marcus Lontra

 

Sobre a galeria

 

A BELIZÁRIO Galeria chega ao mercado de arte de São Paulo em 2021 e é resultado de uma parceria entre Orlando Lemos, José Roberto Furtado e Luiz Gustavo Leite. Um conceito de espaço para cultura que nasce em Belo Horizonte com Orlando Lemos e a Objetaria Belizário, que se transforma na Galeria Belizário, também em Belo Horizonte, fazendo exposições de arte de novos e promissores artistas como Paulo Nazareth que inicia sua trajetória no local. Sua proposta visa se apresentar como uma opção adicional de participação e visibilidade da produção de artistas emergentes e consolidados no panorama da arte contemporânea brasileira no circuito paulistano de cultura. A galeria se junta ao movimento que busca promover horizontes que estabeleçam novos meios de redirecionar e ampliar o mercado de arte, pensando nas diferentes trajetórias e produções artísticas que o compõe. Assim, visando a fomentação da diversidade cultural intrínseca na contemporaneidade, serve de palco para artistas novos e estabelecidos, nacionais e estrangeiros, em parcerias com curadores que também estejam imbuídos do mesmo propósito. Na BELIZÁRIO Galeria, procura-se atender a um público que busca a aquisição de trabalhos artísticos e, também, a criação e fomento de novas coleções. O seu acervo é composto por diferentes temas e estéticas, mediante o universo poético de cada artista. Seu repertório abrange trabalhos artísticos de diferentes linguagens, suportes, técnicas e mídias como desenho, escultura, fotografia, gravura, pintura, instalação e outras. A BELIZÁRIO tem Orlando Lemos na direção artística, atuante no universo da arte desde 2001, José Roberto Furtado na gestão administrativa e comercial e Luiz Gustavo Leite na direção social.

Abertura: 06 de novembro, sábado, das 11h às 18h

De 08 de novembro a 05 de dezembro.

Arquiperiscópio no Oi Futuro

28/out

 

Com curadoria de Paulo Herkenhoff, o Oi Futuro apresenta, pela primeira vez, no dia 03 de novembro, um panorama da múltipla produção do artista André Severo, com obras que buscam referências na História da Arte para falar sobre as relações humanas, a natureza e a imagem

 

O Oi Futuro inaugura, no dia 03 de novembro, a exposição “André Severo – Arquiperiscópio”, com seis obras inéditas do artista gaúcho, compostas por mais de 150 trabalhos, e seis vídeos, que ocuparão o pátio externo, o hall e os níveis 2, 3 e 4 do centro cultural. Com curadoria de Paulo Herkenhoff, a mostra apresenta um panorama da obra de André Severo, artista múltiplo que começou sua trajetória há 27 anos e realiza sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro.

A exposição apresenta diferentes vertentes do trabalho do artista que estarão reunidas pela primeira vez em uma exposição. Em comum, todas buscam referências na História da Arte para falar sobre as relações humanas, a natureza e a imagem.

 

“A obra de André Severo é sobre a circulação da arte-imagem. Sua despojada presença em vídeos, fotografias, livros e exposições escamoteia a complexidade desse desafio. Nem sempre o público tem consciência de que se depara com uma proposta de arte e que é um alvo deste projeto. Para o artista, toda circulação cultural é uma forma de contrato social com a recepção”, diz o curador Paulo Herkenhoff, que vem planejando esta exposição há cerca de três anos.

 

A exposição terá obras que trazem elementos chaves da produção de André Severo, mostrando ao público um panorama de seu pensamento. “Minha produção é cíclica; a maneira como os trabalhos estão articulados no espaço, em “Arquiperiscópio”, traz referências da minha produção ao longo dos últimos 20 anos, ao mesmo tempo em que revelam o ponto de pensamento em que estou no momento”, diz o artista.

 

O nome da exposição, “Arquiperiscópio”, faz uma alusão ao objeto ótico – cujo funcionamento é baseado na associação de dois espelhos, permitindo uma visão ampliada e de longa distância – para dar conta da obra e trajetória múltipla de André Severo, que também é curador e produtor. “Entendo tudo o que faço como uma coisa só. Trabalho compulsivamente e cada trabalho é uma parte do todo, do que sou, que me ajuda a entender os processos poéticos, mas também de busca e questionamento existencial”, diz.

 

“Seu modelo óptico é o arquiperiscópio, com um regime polissêmico, múltiplo, errante, plurívoco, heterotópico. Iconógrafo, devorador de Cronos, Severo é onívoro. O arquiperiscópio não se prende a espelhamentos nem à geometria rasa, sendo, pois, anticaleidoscópio”, ressalta o curador Paulo Herkenhoff. “Em resumo, o artista considera arte toda e qualquer ação sua que faça no sistema de arte, como ainda a curadoria da XXX Bienal de São Paulo, como uma dimensão poética de sua própria arte, as propostas que faz aos curadores de suas mostras pessoais, a direção de instituições culturais, palestras, entre outras. Isto é seu arquiperiscópio”, ressalta.

 

Obras em exposição

 

Rastro (Gustave Le Grey) – No pátio do Centro Cultural Oi Futuro estará uma grande instalação, de 14mX2m, feita a partir de uma imagem de Gustave Le Grey, um dos mais importantes fotógrafos franceses do século XIX. Severo ampliou essa imagem em formato de cartaz lambe-lambe e colou nas ruas. Tempos depois, esses cartazes foram retirados, trazendo todos os elementos que estavam atrás, e também tudo o que foi sobreposto, além das interferências climáticas, como sol e chuva, aos quais os trabalhos foram expostos. “São quatro imagens, que, como já passaram pela rua, tiveram diversas interferências. É quase como um palimpsesto ao contrário, com camadas que vão se sobrepondo de trás para frente”, diz o artista, que, ao longo de sua trajetória, realizou diversas ações na rua.

 

A Onda – Série de pinturas inéditas nas quais André Severo reproduz uma série de trabalhos de Gustave Courbet (França, 1819 – 1877), pioneiro do realismo francês. “Entre os anos de 1850 e 1872, Courbet produziu uma grande série de pinturas que ele intitulou “A onda”.  Em um mundo desprovido da figura humana, estas ondas estão entre as pinturas mais abstratas de Courbet, e muitas parecem ter sido inventadas em vez de observadas. Essas obras não somente deram início às tendências modernas de Manet e dos impressionistas, mas também ao expressionismo abstrato americano dos anos 1940 e 1950” afirma. Segundo Severo, as suas pinturas não pretendem ser uma releitura de Courbet e estão mais para um ato performativo de busca de entendimento de sua obra. “Eu poderia falar, ler ou escrever sobre as pinturas, mas, dentro de meu processo, para entender, de fato, as transformações inauguradas por Courbet, preciso fazer com que essas pinturas ganhem corpo, preciso entender pelo gesto”, diz o artista, que, para esse projeto, estudou a técnica que Courbet usava e criou obras em escalas maiores do que as originais – em uma escala que faz referência aos expressionistas abstratos que foram influenciados por Courbet. “Eu tento reproduzir as obras, e elas acabam tendo uma semelhança bem impressionante com as originas; mas o ponto mais interessante para mim é quando erro, quando não consigo copiar o gesto e alguma outra coisa aparece na pintura”, ressalta. Atrás das pinturas, há o nome do Courbet, deixando marcado de onde vem a referência.

 

Academia – série com 12 trabalhos, compostos por cerca de 50 desenhos cada, na qual o artista faz uma referência às academias do século XVIII e XIX, onde os artistas aprendiam a desenhar copiando obras de outros artistas. Os trabalhos são feitos em grandes formatos, medindo 2,15m X 1,60m cada e, juntos, formam um enorme painel de desenhos justapostos e sobrepostos. “Cada um dos desenhos que compõem esta série foi produzido a partir de releituras que realizei de artistas de diferentes nacionalidades, contextos e tempos. A ideia básica era a de tentar aprender a “linguagem” que cada um destes criou para produzir sua poética pessoal. Estão, para mim, em jogo aqui, ideários que me levam a ponderar que nossa relação com o sensível não é passiva; que em nossa relação com as imagens sempre está em jogo algo além da aquisição de conhecimento; e que a apropriação do sensível não acontece somente através da percepção. Assim, o ato de desenhar, de produzir uma releitura de outrem, por exemplo, aparece aqui como uma forma de incorporar um sensível distante e fazê-lo existir, de outra forma, aqui e agora – uma possibilidade de adquirir esse sensível e incorporá-lo à minha própria esfera poética”, afirma Severo.

 

Inventário – Inventário é um trabalho em aberto, composto por milhares de pequenas colagens que trazem relacionadas, em cada uma delas, uma imagem, uma palavra e uma gota de sangue do artista, que é diabético e precisa fazer a medição de glicose diariamente. Na mostra, serão apresentados 120 desses trabalhos, escolhidos entre milhares. “É um trabalho sobre vínculos, que associa imagem, palavra e corpo”, ressalta o artista.

 

El Mensajero – série de textos produzidos a partir de uma colagem de trechos de diversos livros do poeta mexicano Octávio Paz (1914 – 1998). Na exposição, serão apresentados 12 desses textos, alguns espalhados pelos andares do prédio do Oi Futuro. “Produzidos originalmente no contexto de uma trilogia de exposições que realizei entre os anos de 2015 e 2021, os textos aparecem aqui como uma espécie de condutor poético/conceitual para a visitação e funcionarão como pontuações para as obras que iremos apresentar na mostra”, afirma o artista.

 

Passagem – videoinstalação composta por 14 vídeos elaborados a partir da animação de uma seleção de fotografias dos estudos de movimentos realizados por Eadweard Muybridge entre os anos de 1883 e 1887. Para a realização desta instalação, o artista selecionou 56 pranchas dos mais de 700 estudos realizados por Myubridge. Para a confecção de cada vídeo, em que vemos homens e mulheres (de diversas idades e etnias) caminhando da esquerda para a direita, nus e enfileirados, foram selecionadas e animadas (a partir da sequência fotográfica original) quatro pranchas – resultando, ao final, em uma espécie de procissão em que 56 pessoas caminham sem sair do lugar. Tendo como possível leitura uma espécie de passagem entre a morte e a ressurreição, a instalação retrata indivíduos isolados, fora do tempo e advindos de distintos setores da vida, marchando na mesma direção, cada um viajando a seu próprio ritmo e de sua própria maneira. “Não há começo ou fim para a procissão de indivíduos; e o fluxo constante de pessoas não sugere ordem ou sequência aparente. Não há retorno. Como viajantes, eles se movem em um espaço intermediário entre dois mundos rumo a um destino desconhecido”, pondera o artista. “É a culminância da exposição. Ao longo da mostra, o público vai experimentar o corpo, a direção do movimento e as diversas formas de caminhar, uma vez que o prédio é uma subida”, diz o curador Paulo Herkenhoff.

 

Completam a mostra o vídeo “Ensaios para o fim”, que mostra explosões de bombas atômicas, que será exibido nas TVs do térreo do Centro Cultural Oi Futuro, e a obra “Arquiperiscópio TV”, com uma edição de diversos filmes do artista, que estará no videowall, também no térreo.  Os vídeos “Meridional” e “Estada” estarão no Nível 4 e a intervenção “Isto fala”, nos painéis do Museu das Comunicações e Humanidades (Musehum). Também farão parte da exposição livros editados por André Severo, ampliando o panorama sobre o artista. A mostra será acompanhada de um catálogo, a ser lançado ao longo do período da exposição, com texto do curador Paulo Herkenhoff e imagens das obras em exposição no Centro Cultural Oi Futuro e de outras obras do artista, expandindo, ainda mais, o panorama sobre a obra de André Severo.

 

Sobre o artista

 

André Severo nasceu em Porto Alegre, RS, 1974. Vive e trabalha em Porto Alegre. Mestre em Poéticas visuais pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Artista visual, curador, produtor, atualmente é diretor do Farol Santander Porto Alegre. Realizou diversos filmes e instalações audiovisuais e participou de inúmeras exposições no Brasil e no exterior. Em 2018, com Marília Panitz, foi o curador da exposição “100 anos de Athos Bulcão”. Entre os anos de 2015 e 2017 realizou “Metáfora”, em parceria com Paula Krause, e “Espelho”, as duas primeiras partes da trilogia de exposições “El Mensajero”, concluída este ano com a exposição “Labirinto”. Com Luis Pérez-Oramas, foi responsável pela curadoria da representação brasileira na 55ª Bienal de Veneza, em 2013, e da XXX Bienal de São Paulo – “A iminência das poéticas”, em 2012, mesmo ano em que publicou o livro “Deriva de sentidos”. Em 2010, foi responsável pela curadoria da mostra “Horizonte expandido”, junto com Maria Helena Bernardes, com quem iniciou, em 2000, as atividades de “Areal”, projeto que se define como uma ação de arte deslocada, que aposta em situações transitórias capazes de desvincular a ocorrência do pensamento contemporâneo dos grandes centros urbanos e de suas instituições culturais. Publicou, entre outros, os livros “Consciência errante”, “Soma e Deriva de sentidos” e “Artes Visuais – Ensaios Brasileiros Contemporâneos” (Funarte). Dentre suas principais premiações destacam-se o Programa Petrobrás Artes Visuais – ano 2001 -; o Prêmio Funarte Conexões Artes Visuais, em 2007; o Projeto Arte e Patrimônio 2007; o Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais 2009; o V Prêmio Açorianos de Artes Plásticas, em 2010; o Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça – 6ª Edição, em 2013; o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2014; o XV Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia 2015; e o Prêmio Sérgio Milliet da ABCA, em 2018 pelo livro “Artes Visuais – Ensaios Brasileiros Contemporâneos”.

 

Sobre o Oi Futuro

 

O Oi Futuro, instituto de inovação e criatividade da Oi para impacto social, atua como um laboratório para cocriação de projetos transformadores nas áreas de Educação, Cultura e Inovação Social. Por meio de iniciativas e parcerias em todo o Brasil, estimulamos e conectamos indivíduos, organizações e redes para a construção de um futuro mais potente, com mais inclusão e diversidade. Na Cultura, o Oi Futuro mantém um centro cultural no Rio de Janeiro, com uma programação que valoriza a convergência entre arte contemporânea e tecnologia. O espaço também abriga o MUSEHUM – Museu das Comunicações e Humanidades, com acervo de mais 130 mil peças. Há 18 anos o Oi Futuro gerencia o “Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados”, que seleciona projetos em todas as regiões do país por meio de edital público. Desde 2003, foram mais de 2.500 projetos culturais apoiados pelo Oi Futuro, que beneficiaram milhões de espectadores. Apostando no potencial cultural, social, de público e de inovação dos festivais, o Oi Futuro vem impulsionando festivais de diversas linguagens artísticas em todas as regiões do Brasil. Em 2020, 23 festivais foram apoiados pelo instituto por meio do “Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados” e do “Programa Pontes”, desenvolvido em parceria com o British Council. O instituto também criou e mantém o “LabSonica”, laboratório de experimentação sonora e musical, sediado no Lab Oi Futuro, o “Oi Kabum! Lab”, que promove a formação de jovens de periferia no campo da arte e tecnologia e a curadoria de projetos de intervenção artística urbana.

 

Até 16 de janeiro de 2022.

Bergamin & Gomide na SP-Arte 2021

20/out

 

A Bergamin & Gomide participa da SP-Arte 2021 que acontece entre os dias 20 a 24 de outubro no espaço Arca.

 

 

Neste ano apresentando no estande D4, uma seleção de obras de artistas que se relacionam com a arte conceitual e o minimalismo, como Adriana Varejão, Alfredo Volpi, Antonio Dias, Carl Andre, Donald Judd, Jac Leirner, John Chamberlain, José Resende, Lenora de Barros, Lucio Fontana, Luiza Crosman, Marcelo Cipis, Mira Schendel, Richard Serra, Sol LeWitt, entre outros.

 

 

SP-Arte 2021 – Estande D4 – Arca
Av. Manuel Bandeira 360, Vila Leopoldina, São Paulo.