Gabriel Chaim na Zipper Galeria

09/ago

 

 

 

Neste momento, não podemos fazer uma exposição romântica”. Com esta frase o curador Marcello Dantas definiu a tonalidade da segunda mostra individual de Gabriel Chaim, “Devolvo Ouro”, cartaz da Zipper Galeria, Jardim América, São Paulo, SP.

 

 

A exposição reúne fotografias produzidas pelo artista na Terra Indígena Yanomami, na fronteira entre os estados de Roraima e Amazonas, regiões de Surucucu e Palimiu. Gabriel Chaim acompanhou durante dois meses a ação do Exército e da Polícia Federal contra o garimpo ilegal naquele lugar. Lá, as condições geológicas justificam a presença do ouro. Já o garimpo ilegal e os sistemáticos ataques aos povos Yanomami são justificados por omissões políticas, em curso há décadas.

 

 

Por isso, o lastro para precificação dos trabalhos presentes na exposição é o grama do ouro. A mostra destinará os recursos arrecadados com a comercialização das obras ao Conselho distrital de saúde indígena yanomami e Ye’kuana.

 

 

“O povo Yanomami vem sendo recentemente massacrado por uma sucessão de eventos originados pelo garimpo ilegal em suas terras. Essa exposição do fotógrafo Gabriel Chaim aborda as recentes condições e imagens capturadas naquele território. Diante da sequência de injustiças e ilegalidades que contornam o comércio do ouro ilegal no Brasil, estamos propondo uma nova situação onde as coisas devem ser devolvidas ao seu lugar de direito”, afirma o curador Marcello Dantas.

 

 

Reconhecido pelas investigações visuais em áreas de conflito, crise e outras situações extremas, o artista Gabriel Chaim especializou-se na cobertura de guerra e confrontos por território. Desde 2013, cobre conflitos no Oriente Médio, o que deu origem à sua primeira exposição individual na Zipper Galeria: “Filhos da Guerra: o custo humanitário de um conflito ignorado” (2015). Agora, a galeria encampou o primeiro projeto do artista realizado dentro do Brasil.

 

 

“Infelizmente, as políticas atuais têm encorajado as organizações criminosas que atuam na Amazônia. É urgente o combate ao garimpo ilegal, a redução da impunidade e a proteção dos direitos dos povos indígenas e outros defensores da floresta”, afirma Anna Livia Arida, diretora adjunta da Human Rights Watch.

 

 

Até 28 de agosto.

 

 

 

A Gentil Carioca em São Paulo

 

No ano em que completa 18 anos, A Gentil Carioca expande suas atividades para São Paulo e inaugurou seu novo espaço expositivo numa charmosa vila localizada na Travessa Dona Paula, 108, Higienópolis.

 

 

A galeria chega na capital paulista com a coletiva Bum bum Paticundum Prugurundum, com Aleta Valente, Ana Linnemann, Arjan Martins, Cabelo, Ernesto Neto, Jarbas Lopes, João Modé, José Bento, Laura Lima, Marcela Cantuária, Maria Laet, Maria Nepomuceno, Maxwell Alexandre, OPAVIVARÁ!, Renata Lucas, Rodrigo Torres e Vivian Caccuri.

 

 

Bum bum Paticumbum Prugurundum é no corpo/espírito, no balanço, no equilíbrio. As obras dispostas no espaço de exposição entram numa rítmica temperança, distraem-se no espaço, sem um logos analítico, levadas na subjetividade do som do tambor que o título traz. Bum bum, a subjetividade dos sons, pa ti cum, o ritmo no entendimento do corpo/coração que bate tum tum, cum bum… gera temperança, ou excitação, acalma, serena, levanta, trabalha a alma, cura, repensa prugurundum.

 

“Bum bum Paticumbum Prugurundum

O nosso samba minha gente é isso aí, é isso aí” – Bum Bum Paticundum Prugurundum – Beto Sem Braço e Aluízio Machado

A exposição acontece no espaço físico da galeria com visitação de 10 de agosto a 09 de outubro.

 

Agende sua visita pelo email sampa@agentilcarioca.com.br
De terça à sexta, das 10h às 19h e sábado das 10h às 18h.

 

 

Formas instigantes de Erika Verzutti

04/ago

 

 

 

A primeira exposição individual dedicada à obra de Erika Verzutti, já realizada em um museu brasileiro é o cartaz do MASP, São Paulo, SP. Erika Verzutti é uma artista essencial para a compreensão da prática da escultura hoje, tanto no panorama brasileiro quanto no internacional. Suas formas instigantes exploram novos caminhos para o meio, com atenção renovada à origem e à materialidade da escultura, bem como à sua inteligência formal.

 

 

Realizados em diversos materiais, como bronze, concreto, pedra e papel machê, os trabalhos de Verzutti possuem traços sensuais e táteis, brutos e refinados. A partir do início dos anos 2000, a artista começou a produzir séries de esculturas que aos poucos foram sendo agrupadas em famílias de “cisnes”, “Tarsilas”, “jacas”, “cemitérios”, entre outras. A exposição apresenta exemplos de obras dessas famílias e busca traçar múltiplas associações entre elas. A produção mais recente da artista também está presente: são desta fase os “relevos de parede”, trabalhos que mesclam pintura e escultura e dialogam de modo inusitado com a história da arte e o mundo contemporâneo.

 

 

As referências de Verzutti para a criação de suas esculturas transitam entre livros de arte e de história social, elementos da fauna e flora, imagens em circulação nas redes sociais, notícias de jornal, evocando animais e plantas, paisagens e minerais, objetos do cotidiano e da arte – de autores como Tarsila do Amaral, Constantin Brancusi, René Magritte, Piero Manzoni, entre muitos outros. Com seu caráter insólito, as esculturas se entregam à imprevisibilidade, por vezes com um elemento de humor, e se recusam a aceitar definições ou tradições estabelecidas – daí o subtítulo desta mostra: a indisciplina da escultura.

 

 

A exposição está dividida em sete núcleos, pensados a partir de conceitos da filosofia, da psicanálise, da cultura popular e da própria história da arte. Os núcleos conectam as obras de muitos modos, em razão de suas formas, materiais, temas e cronologias: “Devir-animal”, “Vereda tropical”, “Metáfora do mundo”, “Totemizar o tabu”, “Modernismo selvagem”, “Sob o sol de Tarsila (e outras histórias)” e “Estranho-familiar”.

 

A mostra tem um caráter panorâmico, apresentando obras realizadas de 2003 a 2021, que inclui uma nova escultura feita especialmente para a ocasião. A exposição se insere no biênio da programação de 2021-22, dedicado às Histórias brasileiras no MASP e, neste primeiro ano, voltado exclusivamente às mulheres artistas.

 

 

A curadoria é de Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, André Mesquita, curador, MASP

 

 

Até 31 de Outubro.

 

 

Sergio Augusto Porto na Central

02/ago

 

 


A próxima exposição na Central Galeria, Vila Buarque, São Paulo, SP, abrirá no sábado, dia 07 de agosto. Com curadoria de Diego Matos, “De dentro para fora, da experiência à imagem” é a primeira exposição de Sergio Augusto Porto em São Paulo e, de certa forma, é uma retomada na carreira do artista, pioneiro da arte brasileira nos anos 1970 e que tem no currículo participações de destaque em grandes exposições como a 37ª Bienal de Veneza (1976), a 12ª Bienal Internacional de São Paulo (1973) e o 7 Panorama da Arte Atual Brasileira (1975).

Até 25 de setembro.

Livro: Art Déco no Brasil – Coleção Fulvia e Adolpho Leirner

26/jul

 

 

Ana Paula Cavalcanti Simioni e Luciano Migliaccio

 

 

Desde a primeira aquisição no início dos anos 1970, a coleção de art déco brasileiro de Fulvia e Adolpho Leirner foi pensada para ambientar sua própria residência, como contraparte da outra coleção do casal, de arte construtiva. Quase 50 anos depois, tornou-se um dos principais registros do período em que germinou o modernismo brasileiro. Já dominante no velho mundo, a estética art déco aportou por aqui na bagagem de artistas imigrantes – Gregori Warchavchik, Lasar Segall, Antelo Del Debbio, John Graz, entre outros – e de nomes nacionais que visitavam o velho continente, como Tarsila do Amaral, Vicente do Rego Monteiro, Di Cavalcanti, Anita Malfatti, Ismael Nery, Antonio Gomide, Regina Gomide Graz e Flávio de Carvalho, todos presentes no acervo dos Leirner. Com autoria de Ana Paula Simioni (IEB-USP) e Luciano Migliaccio (FAU-USP), o livro analisa obra a obra da coleção, repassando, a partir do que sobressai em cada item, os diversos aspectos artísticos do período. Cada obra vem acompanhada também de seu percurso em exposições e publicações. Além de ser um documento sem precedentes sobre o período, o livro demonstra a relevância da atuação do casal como colecionadores e rememora a formação do mercado de artes no Brasil.

 

 

“A Coleção Fulvia e Adolpho Leirner não apenas possui e conserva obras de valor histórico, mas ela própria é parte constitutiva da história da arte moderna no Brasil, tendo contribuído com exposições que suscitaram debates e reavaliações sobre esse momento da arte brasileira. Para compreender isso é preciso recuar um pouco no tempo. A década de 1970 assinalou uma importante etapa na maturidade do campo artístico no Brasil, em especial em São Paulo, por meio da consolidação de um mercado de arte. Multiplicaram-se os leilões comerciais e galerias, bem como despontaram alguns marchands. Num claro sinal de que a arte se tornava uma mercadoria valiosa, os bancos abriram linhas de crédito especiais para sua aquisição. A euforia do mercado artístico era contemporânea ao milagre econômico.” (…) “Compreender a lógica que perpassa a coleção, o princípio norteador de cada aquisição, de cada obra em particular, requer debruçar-se sobre as disputas em torno da definição de arte moderna, das quais os colecionadores participam com uma posição consciente e bastante original para o meio local.”

 

Encontros Fotográficos

21/jul

 

 

 O Clube Paulistano, São Paulo, SP, abriga, em suas alamedas, a coletiva “F23 – Encontros Fotográficos”, sob curadoria de Sergio Scaff e Bel Lacaz. Exposições individuais de profissionais convidados, em diferentes momentos de trajetória, oferecem um amplo conjunto de opções imagéticas, em um total de 1.213 imagens.

 

Convidados por Sergio Scaff, Alessandra Rehder, Antonio Mora, Betina Samaia, Carol Lacaz, Fabio Colombini, Fabio Figueiredo, Fabiano Al Makul, Giovanna Nucci, Ivan Padovani, Jose Roberto Bassul, Lucas Lenci, Luciano Bonomo, Luiz Aureliano, Melissa Szymanski, Paul Clemence, Pico Garcez, Renan Benedito, Renata Barros, Robério Braga, Romulo Fialdini, Tuca Reinés, Uiler Costa-Santos e Valentino Fialdini, trazem seu universo de imagens para que o público conheça e se aproxime de sua criação. “Esta exposição irá permitir apresentar as diferentes leituras, conceitos, trabalhos e a evolução da fotografia, no olhar destes fotógrafos”, explica Scaff.

 

 

Longe de ser uma exposição estática, em formato padrão, a mostra totalmente digital, estará posicionada nas alamedas internas do Paulistano em totens identificados por artista: “cada fotógrafo terá um totem individual para apresentar sua biografia, currículo e coleção fotográfica representativa dos trabalhos executados, durante a sua carreira artística e profissional”, define o curador. Isso possibilita ao visitante o contato com um amplo número de imagens que os transportará a diversos universos criativos peculiares e particulares de cada artista.

 

 

As imagens que os artistas apresentam, com seleção de Sergio Scaff, passeiam por temas diversos, distintos e plurais. Incluem temas como arquitetura, meio ambiente, fauna, flora, vida urbana noturna, cotidiano, moda, sonhos, emoções, fantasias, abraçam a vida!

 

 

Como um conjunto de possibilidades adicionais à realização da mostra de fotografias, a curadoria disponibiliza uma agenda de ações complementares com ampla programação de visitas guiadas à exposição, encontros, palestras, visitas à ateliês e galerias cuja agenda definitiva estará disponível nas redes sociais do Paulistano para inscrição e agendamento.

 

 

Sobre o curador

 

 

Sergio Scaff. Curador e Marchand, opera a mais de 36 anos no circuito cultural brasileiro e internacional. Através da Documenta Galeria de Arte, atua prioritariamente nas praças de São Paulo, Curitiba, Recife, Rio de Janeiro e Brasília, tanto em parceria com galerias locais como de forma independente, o que possibilita o intercâmbio cultural das diferentes leituras da arte brasileira. Foi representante, no Brasil, da London Contemporary Art; fundador e presidente da Associação Brasileira de Galerias de Arte, nos anos 1990 e é parte da coordenação das atividades culturais da Galeria de Arte do Clube Paulistano, desde 2010. “Interagir a fotografia a ser apresentada a céu aberto, dentro do espaço do Paulistano, para um público de milhares de pessoas, de várias idades, visões e conceitos artísticos, integrando a arte fotográfica ao cotidiano do seu espaço”. ( Sergio Scaff).

 

 

A retomada das atividades do Paulistano Cultural segue os protocolos da Fase de Transição do Plano São Paulo de controle à pandemia, implantada pelo governo estadual, além de seguir as medidas de proteção, saúde e higiene estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde e Ministério da Saúde. O número de visitantes segue limitado ao percentual permitido; é feita medição de temperatura à entrada e dispositivos de álcool gel estão posicionados por diversos pontos no espaço. O uso de máscara é obrigatório.

 

 

Até 19 de setembro.

 

Família Gomide no MAM-SP

15/jul

 

 

Encontra-se em cartaz no Museu de Arte Moderna de São Paulo, MAM, Ibirapuera, até o dia 15 de agosto a exposição “Desafios da modernidade – Família Gomide-Graz nas décadas de 1920 e 1930”.

 

 

A palavra da curadoria

 

 

Quando a canonização do movimento modernista tende a se fechar em torno de um número restrito de seus expoentes, é hora de alargar o campo de investigação e enveredar por sendas menos exploradas, em busca de artistas e modalidades diversos daqueles já consagrados.

 

 

Entre tantos aspectos da revolução cultural das primeiras décadas do século XX, aqui nos interessa a arte que informa o cotidiano e põe a vida doméstica em sintonia com a grande onda de modernização da sociedade. Vale lembrar que a criação de ambientes e objetos de linhas “modernas” iniciada nesse período está na origem do que hoje entendemos como “design de produtos”.

 

 

A partir do sucesso da Exposição de Artes Decorativas de Paris, em 1925, o art déco ganha repercussão internacional e chega ao Brasil. Antonio Gomide, sua irmã Regina e o marido dela, John Graz, seriam os arautos dessa tendência em São Paulo. Com obras taxadas de “decorativas”, os protagonistas dessa vertente do modernismo são vistos, muitas vezes, como artistas “menores”. No entanto, os três são modernistas de primeira geração. Graz participa da Semana de Arte Moderna a convite de Oswald de Andrade, entusiasmado com as telas que vê na mostra do pintor suíço recém-chegado a São Paulo. Na mesma exposição, as criações têxteis de Regina não chegam a impressionar o crítico. Essa indiferença revela a incompreensão da importância que a fusão de arte e artesanato teria na Europa do entreguerras. Por seu turno, Antonio Gomide, residente em Paris, traz, em 1926, um conjunto de pinturas de sua autoria para expor na capital paulista, provando ser um pintor maduro e familiarizado com o cubismo e a Escola de Paris.

 

Formados na Escola de Belas Artes de Genebra e com larga vivência da cultura europeia, eles se fixam em São Paulo, numa época em que a cidade passa por grandes transformações, sob o impacto da industrialização e da massa de imigrantes que aqui busca “fazer a América”. Diante de um mercado de arte restrito e conservador, Graz logo vê que não daria para viver de pintura. Procura então introduzir ambientes modernos em moradias da alta burguesia. Bem-sucedido, pauta seu trabalho pelo conceito de “arte total”. Em busca da unidade formal, tudo é desenhado por ele. No mobiliário, sobressai a dominância de formas geométricas, a adoção de materiais industrializados, como os tubos metálicos e a madeira folheada. Não se trata de produção em série, mas de fatura artesanal e exclusiva. Regina participa de seus projetos, com tapetes, tapeçarias, cortinas e almofadas. Versátil em várias técnicas, não é simples colaboradora – dá aulas em seu ateliê e funda a fábrica Tapetes Regina. Antonio Gomide também atua em várias frentes. Transita da pintura a óleo ao afresco, dos vitrais aos biombos e objetos decorativos, sempre com competência e buscando alguma estabilidade financeira.

 

A modernidade do trabalho desses artistas vem da dissolução de fronteiras e hierarquias entre modalidades artísticas e da atividade projetual dedicada à criação de murais, vitrais e tapeçarias, em diálogo com a arquitetura. Seu público: a elite simpatizante do modernismo, viajada e culta, de cafeicultores em decadência e industriais em ascensão.

 

 

Maria Alice Milliet

 

 

No Museu da Casa Brasileira

14/jul

 

 

“Bernardo Figueiredo: designer e arquiteto brasileiro” está chegando ao Museu da Casa Brasileira, São Paulo, SP. A partir deste sábado, 17 de julho, o público poderá conferir a nova exposição do Museu da Casa Brasileira que apresenta a trajetória de um dos profissionais icônicos para a arquitetura e o design brasileiro.

 

Bernardo Figueiredo (1934 – 2012) começou a consolidar sua carreira entre as décadas de 60-70 no Rio de Janeiro e ganhou relevância nacional por meio de edifícios como shoppings e estabelecimentos comerciais, design de móveis, arquitetura de interiores e urbanismo.

 

 

Entre as obras mais representativas do arquiteto está o Palácio do Itamaraty – que abriga o Ministério das Relações Exteriores, em Brasília – além de móveis originais como a Cadeira dos Arcos, a Poltrona Rio, a Cadeira Bahia e a Poltrona Leve, peças que estarão em exposição.

 

 

VISITAÇÃO

Funcionamento: de terça-feira a domingo, das 10h às 18h.

Entrada: R$7,50 (meia) / R$15 (inteira) / Gratuito às terças-feiras.

 

 

Exposições em cartaz

 

Remanescentes da Mata Atlântica & Acervo MCB | Vitrine – Utensílios da Cozinha Brasileira | Jean Gillon: Artista-designer

 

 

Obrigatório o uso de máscara durante toda a visita.

 

O Museu da Casa Brasileira vem seguindo todas as medidas de segurança e saúde preconizadas pela OMS (Organização Mundial de Saúde), Centro de Contingência do Estado de São Paulo, ICOM (International Council of Museums) e IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus). Todos os protocolos adotados pelo MCB podem ser encontrados em nosso site, no link “Planeje sua visita”.

 

Despedida (Farewell)

09/jul

Depois de quase uma década como diretora da Bergamin & Gomide, anuncio que a partir de agosto não farei mais parte do quadro de sócios da galeria.

 

 

Foram anos de muita dedicação, trabalho e realizações dos quais me orgulho muito. Desde a concepção até a galeria tornar-se o que é hoje, organizamos inúmeras exposições, feiras e projetos, nacionais e internacionais, tudo com o intuito de contribuir e ajudar a desenvolver o nosso panorama cultural.

 

 

A Bergamin & Gomide é uma história que deu muito certo e que agora viverá um novo capítulo. As mudanças são parte da nossa trajetória, e a minha jornada na galeria foi excepcional, me trouxe até aqui, onde hoje fecho um ciclo para começar uma nova etapa.

 

Nada disso seria possível sem a colaboração de tantas pessoas, e por isso, quero agradecer: primeiramente a minha equipe, dos mais novos contratados aos que estão conosco desde o começo. Tive a sorte de sempre poder contar com pessoas mais do que competentes, que vestem a camisa e tanto acrescentam. O convívio diário com vocês me fez crescer e aprender muito com as nossas trocas. A todos que fazem e fizeram parte da história da galeria até aqui, o meu muito obrigada. E aos parceiros e clientes, sem os quais não teríamos chegado onde estamos hoje, meu reconhecimento. Serei sempre grata por todos esses momentos compartilhados com tanta gente querida.

 

 

Não poderia deixar de agradecer ao meu parceiro, Thiago. Sem o vigor que ele traz todos os dias, a galeria não teria chegado onde está. Hoje confio esse projeto de vida à custódia dele, com a segurança de que a galeria continuará inovando e apresentando projetos que têm a nossa cara. Mesmo de longe, continuo torcendo muito pelo seu sucesso.

 

 

Continuaremos próximos e estarei sempre disponível. Meu e-mail pessoal é aobergamin@gmail.com e meu celular +55 (11) 99269-6374. Me assegurei de que todos os assuntos em andamento estejam finalizados antes do meu desligamento completo.

 

 

Me disseram uma vez que “o que a vida precisa da gente é coragem”, e é com ela que pretendo encarar o futuro, cheia de projetos dos quais darei mais notícias em breve.

 

 

Obrigada, obrigada, obrigada!

 

 

Antonia

 
 

After nearly a decade as the director of Bergamin & Gomide, I announce that, as from August, I will no longer be part of the gallery’s board.

 

 

I am very proud of this years of dedication, work and achievements we accomplished together. From the gallery’s conception to what it has grown into, we have trailed a long path – organizing numerous exhibitions, fairs and national and international projects, all of which contributed and helped to foster Brazilian culture.

 

 

Bergamin & Gomide is a film with a happy ending that now enters a spinoff. Changes are part of our trajectory and my journey in the gallery was exceptional – it brought me here and today I close a cycle to start a new phase.

 

 

None of this would ever be possible without the collaboration of so many people and for all of them I am grateful: firstly to my team; from the newest members to those who have been with us since the beginning. I was lucky to always be able to count on competent people, who had so much to add. Our daily routine made me grow and I have learned a lot from our exchanges. To all who are and have been part of the gallery’s history, my appreciation. And to all of our colleagues and customers, without whom we would not be where we are, my acknowledgment. I will always cherish these moments shared with so many dear people.

 

 

I couldn’t, obviously, not mention my partner, Thiago. Without his day-in-day-out vigor the gallery would not have become what and where it is now. Today, I entrust this life project to his custody, with the certainty that the gallery will continue to innovate and present projects that have both our essence. From afar, I will continue to root for his success and the gallery’s.

 

 

We will remain in contact and I am always available. My personal email is aobergamin@gmail.com and my cell phone +55 (11) 99269-6374. We will make sure that all ongoing matters are finalized before I leave.

 

 

I was once told that “life requires courage” and I intend to face the future with it in mind – that and many projects, about which you will know more soon.

 

 

Long live Bergamin & Gomide!

 

 

Antonia

 

 Na Japan House

07/jul

 

A nova exposição da Japan House, Avenida Paulista, São Paulo, SP, apresenta as janelas como elementos fundamentais da   sociedade japonesa, além de ser ponto focal da representação da coletividade em tempos de Pandemia.

 

 

Depois de ser exibida na Japan House Los Angeles, a exposição inédita “WINDOWOLOGY: Estudo de janelas no Japão”, fica em cartaz até 22 de agosto com entrada gratuita. Tendo como ponto de partida o papel das janelas no design, na construção das relações sociais, nas artes, na arquitetura e na literatura, a exposição foi concebida pelo Window Research Institute, instituição japonesa que realiza pesquisas em torno deste elemento que, à primeira vista pode parecer ter um papel simples no cotidiano, mas que se torna imprescindível, principalmente em momentos de reclusão social como o que o mundo vive atualmente. Por meio de nove categorias, a exposição propõe diversas leituras sobre a representação da janela nos processos artesanais, em produções audiovisuais, na construção das casas de chás, na arquitetura contemporânea, nos mangás, nas suas diferentes aplicações nos diversos ambientes japoneses e seus múltiplos formatos, que foram se refinando e se adaptando às necessidades das diferentes culturas ao longo da história.

 

Em cartaz no segundo andar da instituição, a “WINDOWOLOGY: Estudo de janelas no Japão” explora a janela por meio de desenhos técnicos, maquetes, fotos, vídeos, mangás e obras literárias, que buscam mostrar aos visitantes as janelas como um dos componentes mais fascinantes da arquitetura e do dia a dia de todos. Para isso, apresenta seus diferentes tipos e movimentos, sua posição de destaque em ambientes e histórias, assim como revela sua potência, capaz de conectar o externo e o interno, permitir entrada de luz e ar nos ambientes, proteger do frio e da chuva e fazer com que seja possível observar o outro, a natureza e o movimento das cidades e das pessoas.

 

Falando sob o viés arquitetônico, no contexto japonês elas são, em sua maioria, feitas em madeira e compostas por colunas e vigas. Os vãos possuem características peculiares: quando se move um tategu (portas e janelas), o espaço transforma-se em um ambiente inteiramente ventilado. Um exemplo que reflete esse uso são as salas de chá japonesas (chashitsu), um programa arquitetônico especial que reúne diferentes tipos de janelas num espaço pequeno, em especial, o Yōsuitei, denominado também de Jûsansōnoseki (sala de 13 janelas), casa de chá que possui o maior número de janelas e que, nesta mostra, será exibida como uma réplica em tamanho real (escala 1:1) feita de papel artesanal japonês (washi).

 

Outra perspectiva apresentada na exposição é a relação das janelas com os locais de trabalhos manuais no Japão. Nesses ambientes, elas possuem lugar de destaque, inserindo ou expulsando elementos como a luz, o vento, o calor, a fumaça e o vapor, por exemplo, que alteram características de materiais como argila, madeira, tecido e papel. “As janelas são repletas de simbologias e atribuições poéticas e valorizar algo que está ao nosso lado nem sempre é uma percepção imediata. Mas basta pensar nas consequências da sua ausência, especialmente em tempos de confinamento e isolamento, para entendermos o porquê de elas merecerem tanta deferência”, afirma Natasha Barzaghi Geenen, diretora cultural da Japan House São Paulo.

 

 

Para Igarashi Taro, curador da mostra, além de seu valor histórico e arquitetônico, as janelas desempenham papel sem igual durante uma crise, por permitirem que as pessoas possam compartilhar esperança e gratidão de forma única. “As janelas sempre evocaram comportamentos específicos em pessoas de diferentes regiões e culturas – e essa diversidade pode ser reconhecida ainda hoje, em meio à pandemia”, afirma dando exemplos como “Ir até a varanda cantar ópera para os vizinhos, mandar mensagens de agradecimento aos profissionais de saúde e passar objetos pela janela para garantir o distanciamento social”. Taro é Doutor em engenharia, historiador, crítico de arquitetura e leciona na Universidade de Tohoku, em Sendai, no Japão. Foi curador do Pavilhão japonês na Bienal de Veneza, em 2008 e atuou como diretor artístico da Trienal de Aichi, em 2013.

 

 

“WINDOWOLOGY: Estudo de janelas no Japão” chega como uma leitura sobre o papel das janelas no mundo, como objetos culturais que relatam as diferentes visões e perspectivas sobre o que se vive hoje. A exposição conta com programação paralela online e conteúdos compartilhados por meio das redes sociais da Japan House São Paulo e, depois de passar por São Paulo, segue ainda este ano para a Japan House Londres.

 

 

Sobre o Window Research Institute

 

O projeto de pesquisa WINDOWOLOGY faz parte das atividades do Window Research Institute (Instituto de Pesquisas sobre Janelas) e se baseia na crença de que as janelas refletem a civilização e a cultura ao longo do tempo. Esse instituto dedica-se a contribuir para o desenvolvimento da cultura arquitetônica mediante a coleta e disseminação de uma vasta gama de ideias e conhecimentos sobre janelas e arquitetura, por meio do apoio e organização de iniciativas de pesquisa e projetos culturais. Nos últimos 10 anos, além de diferentes frentes de estudo, o Instituto também vem desenvolvendo projetos internacionais que englobam temas relacionados a arquitetura, cultura e artes, com a colaboração de diferentes instituições de pesquisa, museus e órgãos privados, entre outros.

 

 

Fonte: ARTSOUL