Exposição evocando memórias e emoções.

18/set

Pinturas oníricas inéditas do artista Sergio Lopes serão apresentadas na Sergio Gonçalves Galeria, Jardim América, São Paulo, SP. Trata-se de uma fronteira tênue entre palavra e imagem. As obras de Sergio Lopes que serão expostas na individual “I’m a Book” a partir do dia 24 de setembro, conduzem o espectador em uma imersão pelos extratos narrativos do artista. Sua arte propõe uma leitura visual que ultrapassa a simples imagem, evocando memórias, emoções e, sobretudo, a sensação íntima de abrir uma nova história – tal como se desfolha um livro.

 Em cada tela, a figura humana, o traço, os vazios e os gestos pictóricos se organizam como páginas de uma narrativa sensorial. A curadoria foi feita pelo artista em parceria com Sergio Gonçalves, que selecionaram cerca de 15 obras recentes e inéditas em acrílica sobre tela, além de esculturas que reproduzem lápis em vários tamanhos e estarão pendendo do teto, compondo uma instalação.

Com grande domínio da figura humana, influências renascentistas e um olhar atento à matéria, Sergio Lopes construiu uma expressiva trajetória artística passando pela série Clowns, pela poética das Cartas de Amor, até suas representações de animais e cenas com forte carga simbólica. Cada pintura é uma página viva, aberta ao olhar, à emoção e à interpretação. A experiência expande o olhar e ressoa além do visual, criando um diálogo entre  quem vê e quem sente.

Sobre o artista.

Sergio Lopes nasceu em Caxias do Sul, RS, 1965,  artista plástico cuja obra expressa uma síntese rara entre pesquisa conceitual, refinamento técnico e sensibilidade estética. Formado em Educação Artística pela Universidade de Caxias do Sul, também é docente nas disciplinas de Desenho, Pintura e Criatividade. Sua produção transcende fronteiras regionais e tem presença em importantes coleções e exposições no Brasil e no exterior.

Até 11 de outubro.

A obra de Jorge Guinle em Curitiba.

Durante sua estadia em Nova York, entre 1985 e 1986, Jorge Guinle produziu 14 pinturas de grande formato, e boa parte delas nunca foi exibida. A Simões de Assis, Curitiba, PR, reúne 10 desses trabalhos antes desconhecidos, lançando novas perspectivas sobre a trajetória de Jorge Guinle. O conjunto revela um momento de inflexão em sua poética, quando abstrações de forte natureza gestual se projetam nas telas de maneira vibrante, ao lado de trabalhos mais marcados por amplos campos de cor. Jorge Guinle definia suas obras como representação de uma “iconografia abstrata”, na qual a história da arte é mais um universo visual a ser explorado em seus valores e oposições.

“A emoção que sinto quando a tela está pronta é muito forte. É uma emoção incrível e que nunca confessei. Uma emoção total, de harmonia com o mundo, de felicidade. Uma emoção fortíssima de volta ao passado e a todas as memórias passadas. Uma sensação de comicidade das coisas da vida como num momento Zen, onde você vê todo o absurdo mas o acha engraçado. Uma segurança total perante o mundo, uma felicidade, uma calma, uma sensação de paz. Quando levo uma tela de um lugar para outro, seguro-a com especial carinho, sentindo sua rugosidade, seu chassis. Em vez de fazer uma meditação eu pinto. É assim que encontro o meu sartório: a total paz com relação ao mundo onde os contrários se unem.”

Uma posição singular na arte brasileira.

17/set

Emmanuel Nassar exibe “Este Norte 2025”, sua nova individual na Almeida & Dale, Vila Madalena, São Paulo, SP.

Com texto crítico de Victor Gorgulho, a exposição apresenta obras criadas desde a década de 1980 até trabalhos inéditos, traçando um panorama instigante da produção de Emmanuel Nassar. São pinturas, objetos e peças da série “Trapioca” que representam o vocabulário visual construído pelo artista ao longo de quatro décadas.

A exposição ressalta a posição singular – quase paradoxal – que Emmanuel Nassar ocupa na arte brasileira, ao articular signos das culturas populares e de massas do Norte do Brasil a vertentes como a Pop arte e o Concretismo.

Livro e exposição na Galeria Contempo

16/set

No sábado, dia 27 de setembro, a Galeria Contempo, Jardim América, São Paulo, SP, inaugura a exposição “Ensaio de tração”, individual do artista fluminense Luiz Dolino. Com mais de 50 anos de produção contínua, Luiz Dolino consolidou uma linguagem singular dentro da tradição construtiva, inserindo-se em um território onde razão e sensibilidade coexistem em linhas diagonais e geometrias turvas. Seu trabalho se destaca por uma abordagem poética da geometria, na qual os campos chapados de cor – característicos de sua obra – operam como vetores desestabilizantes da definição de suas formas geométricas.

A mostra, que conta com curadoria de Gabriel San Martin, apresenta mais de uma dezena de obras, entre trabalhos inéditos e pinturas presentes no livro. Ao propor um diálogo entre diferentes momentos da carreira do artista, reitera a continuidade de sua pesquisa formal na experimentação com a cor, a linha e a construção espacial.

O livro “Inventário parcial” é um testemunho visual e afetivo da trajetória de Luiz Dolino. A publicação reúne cerca de 100 obras acompanhadas de textos críticos, depoimentos e registros biográficos que ajudam a contextualizar a relevância de sua obra no panorama da arte abstrata no Brasil.

Sobre o artista

Trabalhando em especial com pintura e gravura, Luiz Dolino nasceu em Macaé (RJ) em 1945 e desenvolve, desde a década de 1960, uma produção orientada pelo interesse na abstração geométrica. Tendo iniciado os seus estudos na Escolinha de Arte do Brasil em 1961, participou da 9ª Bienal de São Paulo em 1967 e realizou exposições individuais no MAM-RJ em 1997 e no Museo de la Revolución em Havana em 2000. Produziu o painel “Loco por ti” para o Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, e tem obras em importantes coleções internacionais, como as do Museo de Arte Moderno de Buenos Aires, Centro de Estudos Brasileiros de Santiago e Museo de Arte Contemporáneo de Santiago. Com mais de cinco décadas de carreira no Brasil e tendo percorrido países mundo afora (Espanha, Portugal, Grécia, Áustria, Perú, Uruguai, Argentina), Luiz Dolino tem o trabalho reconhecido pela abstração geométrica. Na casa-ateliê em Petrópolis, no meio da natureza exuberante, a produção segue em ritmo enérgico, como o espectador poderá testemunhar na mostra que ficará em cartaz até o dia 13 de outubro.

Ocupação Artística na Casa Europa.

12/set

A Casa Europa, showroom de arquitetura localizado na Avenida Europa, São Paulo, recebe até 27 de setembro a Ocupação Artística – Uma visita à Casa do Colecionador, concebida pela curadora e galerista Juliana Mônaco. A ação apresenta uma experiência que integra Arte, Arquitetura e Design, propondo um mergulho no universo de quem transforma o próprio lar em um espaço vivo de contemplação, afeto e sofisticação.

O projeto parte da ideia de que a casa de um colecionador é marcada pela presença essencial da arte, incorporada ao projeto arquitetônico e ao design de interiores. Nessas residências, as obras não são apenas complementos decorativos, mas elementos que definem a atmosfera dos ambientes e refletem a identidade de quem as escolhe.

Na Casa Europa, os visitantes encontrarão ambientes especialmente preparados para simular esse cotidiano, mostrando como pinturas, esculturas, fotografias e objetos dialogam com móveis, cores, texturas e iluminação, tornando-se parte intrínseca da vida diária. Mais do que uma mostra tradicional, a Ocupação Artística aproxima a arte da intimidade da vida real, além dos espaços institucionais como galerias e museus.

Participam da ação os artistas Amanda Colangelo, Amanda Rigobeli, Bruna Fernandes, Cris Campana, Crys Rios, Drykat, Érica Nogueira, Erika Martins, Emanuel Nunes, Fabiana Bruno, Felipe Manhães, Flavio Ardito, Germano, Helena Emediato, Junior Aydar, Lidiane Macedo, Lola Albonico, Luh Abrão, Luiza Whitaker, Marcia Menezes, Maria Figueiredo, Maurizio Catalucci, Mila Alonso, Nancy Safatle, Rita Constantine, Sadhana, Sandra Quinto, Suzy Fukushima, Tomaz Favilla e Violeta Vilas Boas.

Tensões entre visão e som por Valeska Soares.

11/set

A exposição Tableau, de Valeska Soares, na Fortes D’Aloia & Gabriel, Galpão, Rua James Holland 71m Barra Funda, São Paulo, SP, apresenta obras novas e recentes que exploram temas como ausência, presenças fantasmagóricas, impermanência e erotismo. O título alude à dimensão narrativa do trabalho de Valeska Soares, em que cada obra funciona como um fragmento de uma trama maior. O significado permanece aberto à interpretação, mas os enigmas e ambiguidades tecem uma rede de alusões que conectam e aprofundam muitas de suas preocupações conceituais de longa data: as tensões entre visão e som, memória e apagamento, objeto e desejo.

A mostra é composta por três núcleos distintos. Na série Blindface (2025), um desdobramento de sua produção anterior Doubleface, Valeska Soares utiliza imagens descartadas de nus femininos, montando-as de verso para frente sobre chassis e cortando a tela para revelar fragmentos de paisagens e corpos. A obra lida com visibilidade e ocultamento: o que é mostrado está sempre em relação com o que é escondido ou apagado. Na instalação calling (2025), um sino de bronze fundido no formato de uma maçã está suspenso sobre uma grande mesa de madeira. Um mecanismo oculto põe o sino em movimento em intervalos irregulares, produzindo um tilintar suave que rompe brevemente o silêncio. A obra se desdobra no tempo, sugerindo um chamado ou sinal que permanece sem resposta. A transformação da maçã em sino combina ideias de atração e interrupção, marcando o tempo através do som em vez do movimento.

Em outra parte da exposição, esculturas de bronze de utensílios domésticos, como uma vassoura, uma brocha e um rodo, são apresentadas em posições estáticas e improváveis. Esses objetos parecem animados, mas intocados, sugerindo uma ruptura com sua função original. Em Upside-down (2024), um vaso de bronze é invertido, equilibrando-se sobre suas flores e folhas, subvertendo um objeto decorativo familiar e transformando-o em uma estrutura que resiste ao uso para o qual foi concebida. Em conjunto, as obras da exposição apontam para deslocamentos sutis na forma como percebemos o trabalho, a memória e a presença no espaço doméstico.

Até 18 de outubro.

Manobras Contemporâneas.

Antecipando as comemorações da a.thebaldigaleria, que faz 40 anos em 2026, exposição propõe diálogo entre as obras de Armarinhos Teixeira, Evandro Soares, Marcelo Solá e Rafael Vicente, sob curadoria de Vanda Klabin.

Com pesquisas artísticas completamente distintas e naturais de diferentes estados do Brasil, Armarinhos Teixeira, Evandro Soares, Marcelo Solá e Rafael Vicente estarão reunidos no dia 11 de setembro, quando inauguram a coletiva “Manobras Contemporâneas”, com curadoria de Vanda Klabin, na a.thebaldigaleria, Casa Shopping, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, RJ.

O diálogo proposto entre seus trabalhos, no entanto, revela particular conexão através de uma sinuosidade contemporânea: cada artista introduz sua própria investigação, questionando o espaço e os materiais em suas produções. Seja através da pintura, escultura ou instalação, cerca de 40 obras revelam um tensionamento poético entre forma, matéria e conceito, convidando o espectador a refletir sobre as fronteiras da arte atual.

“A arte contemporânea protagoniza experiências que estabelecem o nervo das suas inquietações que ela apresenta no seu interior, com seus descompassos, atritos e ambiguidades. A exposição coletiva “Manobras Contemporâneas”, composta por quatro artistas em diálogo, fazem parte desse mapeamento poético. Seus trabalhos são direcionados para um universo de práticas artísticas multidirecionadas e interrogativas, na qual cada artista anuncia o seu embate entre o modo de ser e de fazer. Está presente um acidentado percurso entre as obras, dado que as fronteiras entre os diferenciados trabalhos se fluidificam, se entrelaçam e perdem as suas linhas demarcatórias, pois estão situadas num lugar intervalar, com suas infinitas modulações”, afirma a historiadora e curadora Vanda Klabin.

Sobre os artistas.

Armarinhos Teixeira vive e trabalha em São Paulo. Nos anos 1980, deu início às oficinas de arte no Centro Cultural São Paulo e, mais tarde, aprimorou-se nas oficinas de arte da USP-SP. Desde os anos 1990, estuda a morfologia dos elementos que estão entre a cidade, a mata e as áreas áridas. Numa via de expressão de intensidade, a construção de novos amparos que se espalham como uma miragem contemporânea. A partir daí, cria em extensão esculturas, instalações, desenhos e interrogativas em outras mídias apresentando Bioarte. Armarinhos Teixeira cria pontes entre a arte e a ciência. Ocupando o território da Bioarte, busca a incorporação de uma compreensão do mundo vivo, ambientalmente sustentável e potencialmente regenerativo. A integração de processos artísticos e naturais determina o conceito da Bioarte.

Evandro Soares nasceu no sertão de Piritiba (1975), no povoado Largo do Piritiba da região da Chapada Diamantina, na Bahia. Aos dois anos de idade, Evandro Soares se muda para o Morro do Chapéu com sua família e por lá conclui os seus estudos fundamentais, iniciando vida profissional como aprendiz de serralheiro. Aos dezenove anos, já habilidoso em seu ofício, vai para Goiânia, cidade que muito contribuiu para que se encontrasse como o artista que já era. Foi frequentando  exposições, conhecendo artistas da cidade e visitando museus e ateliês que evoluiu em seu processo de criação. Em 2012, é premiado na Bienal Naïfs do Brasil em Piracicaba, São Paulo, e no ano seguinte participa do Salão de Arte Contemporânea de Jundiaí, onde também é premiado. Este foi o começo de uma longa trajetória que o projetaria no circuito nacional e internacional de arte.

Marcelo Solá nasceu em Goiânia (1971), onde vive e trabalha. Possui sua obra orientada para a nova área limítrofe do desenho, um desenho-pintura, às vezes desenho-instalação, ou com a inserção de objetos, sempre como atividade ampliada, quase obsessiva, e que vem adquirindo características fora do gênero. Sua produção vem atraindo a atenção da crítica mais inteligente, e o artista possui obras em coleções públicas tais como do MAM – SP, MAR – RJ e Museu de Arte de Recife – PE.

Rafael Vicente nasceu em Niterói, Rio de Janeiro, RJ (1986). Realiza um trabalho artístico bastante influenciado pela paisagem urbana. Rafael Vicente faz uso notável das perspectivas e de uma paleta de cores que remete ao ambiente de grandes metrópoles.  Suas pinturas se iniciam em telas e se expandem pelas paredes, invadindo o espaço expositivo. É bacharel em Pintura pela Escola de Belas Artes da UFRJ, frequentou o curso de Análise e inserção na produção contemporânea com Iole de Freitas EAV,  Parque Lage, Rio de Janeiro. O artista também cumpriu residências em países como Paris (Pave D´Orsay pela Art San´s Lab), Espanha (Casa Brasil de Madri) e Moçambique, onde participou, em 2006, da Bienal Internacional realizada naquela capital, Maputo. E, em cada uma dessas mostras, sua produção teve a chancela dos mais importantes curadores do país. São nomes como os de Vanda Klabin, Fabiana de Moraes, Jorge Salomão e Marcus Lontra.

Vivian Caccuri lança livro e realiza exposição.

10/set

No sábado, 13 de setembro, a partir das 19h, Vivian Caccuri inaugura sua individual NOCETRA n’A Gentil Carioca, Centro, Rio de Janeiro. Na mesma ocasião, a artista lança o livro Criatura Som e seus Espectros (Act Editora).

A mostra, que ocupará os dois prédios da galeria, reúne um conjunto de obras inéditas e, segundo a curadora Marielsa Castro Vizcarra,”parte do desejo do artista de ir além da tendência de racionalizar cada gesto e desmantelar a falsa dicotomia entre corpo e mente, ou sentimento e pensamento. Por meio de paisagens sonoras imersivas, animações, sonogramas bordados, desenhos e esculturas, Caccuri retrata o momento fugidio em que a emoção exaltada dissolve a consciência – quando as fronteiras do eu se derretem em pura sensação e restauram um ritmo interior do tempo há muito perdido. Tais sons privados são amplificados e projetados no espaço, pareados com imagens de mulheres que se dissolvem em abstrações. Nocetra permeia o limite entre o público e o privado, e convida o público a ouvir e sentir junto.” A abertura celebra os 22 anos da Galeria com uma festa conduzida por PEKØ liveset (Vera Fischer Era Clubber), CRIS O. (Crizin da ZO, Equipe 7Rio) e Bia Marques. Na mesma ocasião, serão apresentados a Parede Gentil nº 44 (Área Indígena), de Xadalu Tupã Jekupé, e a Camisa Educação nº 92, de Ana Matheus Abbade. Para completar, teremos um bolo especial criado por Rose Afefé e Madah Sodré.

Nos últimos 15 anos, Vivian Caccuri vem desenvolvendo instalações, obras sonoras, performances, desenhos e bordados que investigam como o som pode desorientar a experiência cotidiana e inspirar novas formas de vida. Explorando a relação entre som e cultura, a prática artística de Caccuri busca destacar aspectos ativos, mas pouco reconhecidos, do som. Escreveu seu primeiro livro na Universidade de Princeton, “Music is What I Make”, publicado pela Bloomsbury NYC em “Making it Heard”, e pela editora 7 Letras como “O que faço é música”. Foi indicada para o Future Generation Art Prize e participou de exposições internacionais como a Bienal de São Paulo, a Bienal de Kochi, a Bienal de Veneza, o New Museum, o Museo Jumex e o Highline Art. Suas obras integram as coleções da Pinacoteca do Estado de São Paulo; Coleção Gilberto Chateaubriand MAM Rio; Instituto Inhotim, Brumadinho (MG); Pérez Art Museum Miami, EUA; ICA Miami, EUA, e Berggruen Collection, Berlim (Alemanha).

Arte moderna e contemporânea brasileira.

A Galatea participa da 15ª edição da feira ArtRio, que ocorre entre 10 e 14 de setembro, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, RJ. A galeria apresenta uma seleção de obras composta por nomes fundamentais da arte moderna e contemporânea brasileira, além de artistas que exerceram influência na cena nacional ou que por ela foram influenciados, abarcando desde jovens talentos emergentes a nomes consolidados.

ArtRio 2025, Galatea | Estande B7.

A robusta lista de artistas reúne Alfredo Volpi, Allan Weber, Angelo de Aquino, Arnaldo Ferrari, Arthur Palhano, Ascânio MMM, Bruno Novelli, Carolina Cordeiro, Dani Cavalier, Edival Ramosa, Estela Sokol, Francisco Galeno, Franz Weissmann, Gabriel Branco, Gabriela Melzer, Georgete Melhem, Ione Saldanha, Israel Pedrosa, Joaquim Tenreiro, Julio Le Parc, Luiz Zerbini, Marilia Kranz, Max Bill, Mira Schendel, Montez Magno, Mucki Botkay, Raymundo Colares, Rubem Ludolf, Sarah Morris, Ubi Bava e Ygor Landarin.

O conjunto propõe um diálogo entre a arte contemporânea e vertentes de destaque na arte do século XX, como a arte concreta, o construtivismo geométrico, a abstração informal, a arte têxtil e a chamada arte popular. A amplitude temporal abarcada pela seleção de artistas reflete e articula os pilares conceituais do programa da Galatea: ser um ponto de fomento e convergência entre culturas, temporalidades, estilos e gêneros distintos, gerando uma rica fricção entre o antigo e o novo, o canônico e o não-canônico, o erudito e o informal.

Uma parceria entre Flexa e Claraboia.

08/set

A Flexa, em parceria com a Claraboia, abre sua primeira exposição em São Paulo, intitulada “Construção no Vento”. Com curadoria de Luisa Duarte, expografia de Daniela Thomas e texto de Julia de Souza, a mostra acontecerá na Claraboia, Jardim Paulista.

Em ensaio ao redor de Mira Schendel, Nuno Ramos associa a obra da artista ao que nomeia “construção no vento”. A coletiva toma o paradoxo do título enquanto imagem propulsora, fazendo-a ressoar em três eixos: Gestos mínimos, Ativar o vazio e Paisagens rarefeitas. Se características da produção de Mira Schendel surgem aqui como bússola central, o modo como #Leonilson abordava os vazios comparece como um vetor importante. Em um gesto que caminha na via oposta da assepsia vinculada ao monocromo branco na história da arte, o artista inseriu a dimensão do desejo através das suas inscrições plenas de poesia.

Ao conferir ênfase ao vazio, àquilo que se dá no limiar da visibilidade e ao campo de desejo, busca-se instaurar um contrapeso em meio à tamanha captura que conforma a atenção, a experiência do tempo e da subjetividade hoje.

“Construção no vento” é uma contradição bonita. Quando a gente pensa em construção, vem à nossa mente algo sólido e perene, já o vento é aquilo que nos mobiliza, mas não enxergamos. Essa exposição é muito sobre aquilo que não se vê, e no entanto produz efeito.”

Luisa Duarte.