Nova representação e estreia na feira.

23/fev

A Galatea anuncia a representação do artista Gabriel Branco (São Paulo, Brasil, 1997) e sua participação na feira ARCOmadrid 2026, que acontecerá entre os dias 04 e 08 de março no pavilhão da IFEMA em Madrid, Espanha.

Em sua estreia na feira, a galeria apresentará um estande solo na seção de perfis de arte latino-americana, com a primeira exposição de Gabriel Branco a reunir pinturas e fotografias – linguagens distintas e complementares que constituem sua prática.

Gabriel Branco é artista visual, nascido em São Mateus, na Zona Leste de São Paulo, SP. Sua produção inicia-se com a fotografia de caráter autobiográfico que baseia-se em elementos do cotidiano como o baile funk, o comércio de rua e a arquitetura popular, transformando referências culturais em um vocabulário artístico que propõe a valorização das diversas experiências que a periferia possui.

Após a iniciação do artista na técnica da pintura, sua expressão subjetiva tomou forma e cor. Principalmente a partir da técnica de velatura – processo de adicionar luz na pintura por meio da retirada de tinta da tela – Gabriel Branco constrói, com gradações cromáticas, imagens abstratas que suspendem o olhar.

No estande, esses universos distantes se aproximam e se encontram através da experiência de vida e técnica do artista. Nas fotografias, o território urbano e periférico que construiu as referências estéticas iniciais de Gabriel Branco se manifesta na captura da imagem em seu estado mais aproximado da realidade. Nas pinturas abstratas, formas do mundo natural e do universo cósmico se tornam referências formais, colocando em evidência um tempo de produção mais alargado e procedimentos que definem a imagem que se revelará ao final do processo da pintura após os ajustes de luz, cor e forma feitos pelo artista.

 

Projeto artístico sobre identidade nacional.

A Estação Cultural de Olímpia apresenta, de 27 de fevereiro a março de 2027, “Terra: Olímpia”, exposição individual de Zilah Garcia que integra um ambicioso projeto artístico sobre identidade nacional, diáspora nordestina e apagamentos históricos. Com curadoria de Agnaldo Farias, a mostra reúne 15 obras que articulam experimentação material, memória afetiva e crítica social a partir do clássico Os Sertões, de Euclides da Cunha, com destaque para as obras Terra Ignota e Culto das Seis, além do mural site specific, de 3m x 5m, inédito.

A exposição “Terra: Olímpia” desloca o eixo investigativo para os fluxos migratórios nordestinos e a reconfiguração identitária no interior paulista. A escolha de Olímpia como sede não é fortuita: a cidade, destino de intensas migrações durante o século XX – incluindo a família da própria artista -, tornou-se polo de preservação e reinvenção da cultura popular nordestina, sendo reconhecida como Capital Nacional do Folclore através da Lei Federal nº 13.566, abrigando um dos mais importantes festivais do mundo. 

Metáfora para uma formação cultural.

12/fev

A exposição “Como funcionam os vulcões” inaugurou o programa de 2026 da Carpintaria, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, RJ. A mostra reúne obras de Amélia Toledo, Arthur Chaves, Barrão, Cerith Wyn Evans, Ernesto Neto, Ivens Machado, Janaina Wagner, Leda Catunda, Maria Manoella e Mauro Restiffe, Rivane Neuenschwander e Cao Guimarães, Rodrigo Cass, Rodrigo Matheus, Tiago Carneiro da Cunha, Valeska Soares e Yuli Yamagata.

Concebida em diálogo com a chegada do Carnaval no Rio de Janeiro, “Como funcionam os vulcões” toma a imagem do vulcão como metáfora para uma formação cultural complexa. Longe de um fenômeno visível ou imediato, a exposição evoca processos que se desenvolvem ao longo do tempo, acumulando pressões, desejos, conflitos e fantasias até alcançar um ponto de liberação. Nesse sentido, o Carnaval é proposto não apenas como espetáculo, mas como a manifestação de um longo processo de gestação moldado por forças sociais, materiais e simbólicas.

Percorrendo escultura, instalação, desenho, vídeo, pintura e técnicas mistas, a exposição enfatiza como o sentido se produz por meio da duração e da persistência material. As obras reunidas lidam com dinâmicas de acúmulo, transformação e emergência. Reunindo artistas de diferentes gerações e posições, a mostra apresenta práticas atentas a estados de latência e erupção, suspensão e excesso. Materiais são reunidos, sobrepostos, esticados, comprimidos ou colocados em movimento, registrando tensões entre controle e imprevisibilidade, estrutura e instabilidade. O encontro com as obras se dá entre o maravilhamento e a tensão, entre o que é encenado e o que permanece em estado latente.

Espaços e formas de convivência.

Uma exposição coletiva na Flexa reúne obras de diferentes tempos históricos para refletir sobre o Carnaval. 

A Flexa, Leblon, Rio de Janeiro, RJ, inaugurou sua agenda de 2026 com “Carnavalizar: método e invenção”, exposição coletiva com curadoria de Daniela Avellar, que investiga o carnaval como verbo.

Carnavalizar, no contexto da mostra, é entendido como um estado e uma ação capazes de reorganizar corpos, espaços e formas de convivência. Partindo da compreensão de que carnavalizar, no Brasil, é um gesto provido de método e inteligência própria, a exposição reconhece a festa como uma prática inventiva forjada sobretudo nas comunidades negras urbanas em resposta às diferentes formas de violência. Nesse sentido, o carnaval é entendido como um campo de criação cultural, política e sensível.

Ao reunir artistas de diferentes gerações, a exposição articula temporalidades, referências e repertórios que atravessam a experiência do corpo coletivo, as materialidades da festa, ritmos como o samba, o funk, e as arquiteturas vernaculares. Afastando-se de uma abordagem documental, a coletiva propõe um carnaval quase abstrato, mais um estado do que uma representação, afirmando o ato de carnavalizar como uma forma de conhecimento capaz de redimensionar o coletivo e projetar futuros possíveis.

Um registro oportuno e necessátio.

11/fev

O lançamento do catálogo da exposição “Sobre Águas” no Museu do Paço Municipal, Porto Alegre, RS, celebra a água como origem, missão e destino da obra de Vera Reichert, lembrando as exposições realizadas ao longo de sua itinerância, nas cidades de Novo Hamburgo, São Paulo, Brasília e Nova Iorque.

O catálogo é um convite à imersão, à reflexão e ao reconhecimento, revelando uma linguagem visual que interliga memória e futuro deste elemento que nos une e preenche. Com a curadoria e a produção de André Venzon, a publicação apresenta um conjunto de obras, imagens e textos que documentam os espaços que “Sobre Águas” circulou, o público e a trajetória da artista nesta memória das águas, onde cada página revela vida e paixão, para melhor conhecer a obra de Vera Reichert que a água tornou destino. Um registro oportuno e necessário. 

Obras de Tarsila do Amaral em Brasília.

Com obras de 10 instituições nunca reunidas em um único espaço e vindas de São  Paulo, a exposição “Transbordar o mundo: os olhares de Tarsila do Amaral” desembarcou no Centro Cultural TCU, Brasília, DF, com 63 obras da artista mais icônica do Modernismo brasileiro. Com curadoria de Karina Santiago, Rachel Vallego e Renata Rocco, a mostra faz um passeio original pela obra da artista ao abordar temas que  combinam a trajetória estética de Tarsila do Amaral com seu percurso de vida.

A curadoria quis explorar um recorte alternativo à forma cronológica que geralmente conduz as exposições de Tarsila do Amaral. “O que estamos fazendo é mostrar a Tarsila de forma que nunca foi mostrada, então temos um recorte em quatro núcleos nos quais não necessariamente uma obra que faz parte da imagem das fases da Tarsila está relacionada ao tema”, explica Karina Santiago. Além dos núcleos com as obras, haverá também uma sala imersiva, com curadoria de Paola Montenegro e Juliana Miraldi, para explorar detalhes do “Abaporu” (1928), obra emblemática da produção da artista e que hoje pertence ao Museu da Arte Latina de Buenos Aires (Malba). 

Até 10 de maio.

O livro da obra de Maria Klabin.

10/fev

Em meio à exposição “Língua d’água”, na Nara Roesler São Paulo, lançará o livro “Maria K.”, o primeiro dedicado à obra da artista Maria Klabin (1978, Rio de Janeiro). Com 256 páginas, capa dura, formato de 17,5 x 24,5cm, bilíngue (port/ing), a publicação editada por Nara Roesler Books tem apresentação de Luis Pérez-Oramas e textos de Pryscila Gomes e Pollyanna Quintella. Na ocasião, a artista conversará sobre seu trabalho com Pollyanna Quintella. “Língua d’água”, que reúne pinturas e desenhos inéditos de Maria Klabin, fica em cartaz até 28 de fevereiro.

Luis Pérez-Oramas – diretor artístico de Nara Roesler, poeta, historiador da arte, curador-chefe da 30ª Bienal de São Paulo (2012) – destaca em seu texto de apresentação uma característica marcante na obra de Maria Klabin: “Olhar o corpo que dorme, assim como olhar o resíduo de legumes e alimentos – o hermetismo das frutas – é como olhar para a pintura que nos olha: isto é, olhar aquilo que nos espera, aquilo que supõe nossa existência, mesmo que nós ignore. Olhar o que nos olha potencialmente, mesmo a partir de seus restos”.

Pollyana Quintella assinala em seu texto que “…há mais de trinta anos Maria escolhe seus motivos entre o que é mais íntimo, mais repetido, mais disponível e, por isso mesmo, mais carregado de silêncio”.

Lourival Cuquinha em exposição coletiva.

09/fev

O artista Lourival Cuquinha participa da exposição coletiva “Toda vez que dou um passo o mundo sai do lugar”, realizada pelo Banco do Nordeste Cultural em parceria com a VIVA do Brasil, em cartaz na Galeria Janete Costa no Parque Dona Lindu, em Recife, PE. 

Com curadoria de Beth da Matta e Jacqueline Medeiros, a exposição reúne obras de 44 artistas pernambucanos e nasce da potência, da pluralidade e da inventividade que caracterizam o cenário das artes visuais em Pernambuco. Através da produção de artistas de diferentes gerações, linguagens e poéticas, a exposição marca a estreia das atividades do BNB Cultural na capital pernambucana, reafirmando seu compromisso com o fomento à arte contemporânea.

A mostra propõe um diálogo entre artistas de diferentes gerações, linguagens e técnicas. As obras exploram temas contemporâneos e identitários por meio de suportes diversos, incluindo pintura, materiais orgânicos e processos experimentais. Lourival Cuquinha participa da exposição com “Senador” (2018), articulando debates ainda latentes no cenário político brasileiro. 

Até 26 de abril.

Símbolo emblemático da França.

06/fev

A capital paulista recebe a exposição inédita Galo Parade, que reúne 10 esculturas gigantes do galo gaulês (Le Coq Gaulois), um dos símbolos mais emblemáticos da França, criadas por artistas contemporâneos brasileiros. As obras celebram a conexão cultural entre Brasil e França por meio da arte e poderão ser visitadas gratuitamente até 22 de fevereiro, na Esplanada Cetenco Plaza – 3 entradas (dias úteis):Av. Paulista, 1842; ⁠Rua Frei Caneca, 1381; Alameda Ministro Rocha Azevedo, 72.; aos finais de semana, pela Alameda Ministro Rocha Azevedo, 72.  

O galo gaulês tem origem em um trocadilho da língua latina, na qual gallus significava tanto “galo” quanto “habitante da Gália”, nome antigo da França. Ao longo dos séculos, o símbolo ganhou status nacional, representando valores como vigilância, coragem e orgulho. Na Galo Parade, esse ícone é reinterpretado por artistas com vínculos com a cultura francesa, seja por meio de vivências, estudos ou referências artísticas. Participam da exposição Isabelle Tuchband e Thiago Neves, artistas que já levaram suas obras à França em mostras coletivas e individuais, além de Aline Fraga Seelig, Ana K Brizzi, Carol Murayama, Caligrapixo, Cris Campana, Isa Silva, Kamila de Deux e Mateus Bailon. A curadoria é assinada pela francesa Catherine Duvignau. Como parte das ações comemorativas, a entrada do edifício onde está localizado o escritório da Pluxee, em Pinheiros, receberá a pintura de um galo gaulês, criada pela artista Kamila Mello, em celebração à conexão cultural entre Brasil e França. 

“Ao ocupar o espaço urbano durante o período do aniversário da cidade, a Galo Parade convida o público a uma experiência estética vibrante, reforçando São Paulo como um território de encontro entre culturas, linguagens artísticas, arte acessível e histórias compartilhadas”, comenta Catherine Duvignau.

A cor como linguagem.

O artista Pivetti participa da exposição “Cromatismo: Alegoria das Cores”, que abriu, no Vogue Gallery BR, localizado no Vogue Square, Rio de Janeiro, RJ. Carioca, Pivetti apresenta as obras “Engolindo Sapo” e “Drag King”, nas quais aposta na clareza da emoção e na força da cor como linguagem. A curadoria é assinada por Fátima Simões.